Tudo Sobre Nada

SAPO Codebits 2009 - Game Over!

Este foi o primeiro ano em que estive presente no SAPO Codebits e só posso dizer que foi uma experiência excelente. Fico ainda mais arrependido de não ter podido estar presente nas duas edições anteriores.

Foram três dias de apresentações, workshops, concursos e música, com um ambiente carregado de programação e alguma electrónica. Mais de 650 pessoas reunidas na Cordoaria Nacional com o gosto pela tecnologia em comum.

Codebits 2009


Se fosse a enumerar todos os pontos positivos do evento, estaria aqui todo o dia a escrever. Portanto, vamos apenas aos pontos que pessoalmente me agradaram mais durante estes dias...

1º dia



A Cordoaria Nacional é um edifício incrível. O espaço é enorme, ao ponto do pessoal da logística se deslocar de bicicleta. Faço ideia do trabalho que deve ter dado alcatifar aquilo tudo. É claro que isto traz consigo um problema... a dificuldade em manter o espaço quente. Mas nada que não se resolvesse com um casaco.

Este foi o dia com mais apresentações, umas mais técnicas, outras mais de incentivo à criatividade. Eu inclinei-me mais para estas últimas (um geek não pode alimentar-se só de conhecimento técnico) e destaco a talk do Mitch Altman (The Hackerspace Movement) pela forma positiva e inspiradora com que comunica, mas também a do Guilherme Martins (Robótica Criativa) e a do Rui Madeira (OpenFrameworks) pela ideia de que fazer coisas sem utilidade aparente também pode ser interessante.

Codebits Quiz Show 2009


Mais para a noite houve o Codebits Quiz Show, a parte mais divertida do dia e onde fiquei surpreendido por ninguém saber quantas milhas por hora é preciso atingir para viajar no tempo (what's wrong with you people?!) mas também por aquilo que algumas pessoas sabem na ponta da língua.

2º dia



Neste dia destaco a segunda apresentação do Mitch Altman (Make A Living Doing What You Love) pelos detalhe da sua experiência no processo de comercializar uma ideia. Mas o ponto alto do dia foi claramente a apresentação do Walter Belgers (Becoming a lockpicker), que encheu completamente o palco principal. Há algo no processo de abrir fechaduras sem chave e sem deixar marcas (óbvias) que encaixa na mentalidade geek. But remember kids: isto não é para usar nas fechaduras de outras pessoas (a não ser que estas o autorizem, claro).

Pornophonique no Codebits 2009


Em termos de acontecimentos, o dia fechou com o concerto dos alemães Pornophonique que, apesar de não ter atraído a maioria dos participantes no Codebits, pareceu ter agradado à assistência, já que foram chamados de volta ao palco por três vezes. Eu gostei.

3º dia



O último dia começou para mim com a participação no workshop de lockpicking. O Walter Belgers faz aquilo parecer fácil, e algumas fechaduras são realmente fáceis, mas é mesmo uma ciência. Ainda consegui abrir umas fechaduras baratas, e um cadeado menos resistente, o que já não foi mau. :)

Workshop de lockpicking no Codebits 2009


Pelo meio todos os participantes foram chamados ao palco principal para uma surpresa, que afinal era isto... Épico!

O evento encerrou com a apresentação dos projectos, uns mais interessantes do que outros, mas em geral imaginativos. Não sei se a ideia de deixar as votações (quase) totalmente nas mãos do público é assim tão boa, mas parece ter resultado.

Uma hora depois da entrega dos prémios já eu estava de volta a casa, a preparar-me para recuperar o sono perdido e para o regresso ao trabalho na segunda-feira.

Não participei com nenhum projecto, mas durante estes dias ainda tirei algum tempo para brincar um pouco com SciPy e dar uma vista de olhos pela biblioteca openFrameworks.

Também não levei máquina fotográfica (o telemóvel não conta), mas o que não falta são pessoas a apontar para as suas fotografias no Twitter. Portanto, aqui ficam três colecções no Flickr:
  1. Isa Costa (58 fotos)
  2. David Ramalho (29 fotos)
  3. Giuseppe Maxia (135 fotos)

Parabéns ao SAPO e a toda a equipa responsável pela organização!

Os créditos a quem os merece: As três primeiras fotos são do Hugo Durães e a última é do Giuseppe Maxia.

BRB

Depois de já ter sido por várias vezes apanhado a criticar o Twitter, eis que acordo virado para o lado contrário da cama e me apetece dar-lhe uma segunda oportunidade...

http://twitter.com/carlosefr

E ainda por cima conto fazê-lo principalmente (mas não exclusivamente) em inglês, quando também já fui apanhado a criticar os bloggers portugueses que escrevem em inglês para uma audiência composta quase completamente por portugueses.

Mas se tenho de assassinar uma língua, que não seja a minha... :)

De qualquer forma, tem vindo a ser cada vez mais difícil escrever neste blog. Apesar de não ter perdido a capacidade de ter as minhas próprias opiniões, não me agrada escrever opiniões redundantes. E não ser redundante num planeta de 7 mil milhões de habitantes, numa internet onde cada vez mais pessoas expressam a sua opinião, é praticamente impossível.

Assim, se as opiniões que justificam um artigo são raras e escrevê-las consome tempo, mais vale assumir e tomar como regra que os artigos neste blog vão ser ainda mais raros, e passar os links e os blurbs para outro meio simultaneamente mais imediato e menos formal.

Vamos ver...

Pacientemente à espera do 10.6.1

Snow Leopard

Actualização:

Este chegou tão depressa que se calhar vou esperar pelo 10.6.2 ou 10.6.3... :)

Arrggh!

No Snow Leopard a Apple alterou a forma como a capacidade dos discos é mostrada, das normais potências de 2 (de 1024 em 1024) para as potências de 10 (de 1000 em 1000) utilizadas pelos fabricantes de discos.

For fucks sake, WHY?!

Até agora o cenário era simples: todo o mundo usava potências de 2, toda a gente sabe que um GB são 1024MB, e os fabricantes de discos remavam contra a corrente porque 1TB soa muito melhor do que 931GB...

Agora no Mac passa a reinar a confusão... Só para satisfazer o lobby dos discos.

Seja qual for o âmbito desta alteração, o resultado nunca é bonito:

  • Ou temos 1GB=1000MB nas propriedades dos discos e 1GB=1024MB no resto do sistema, e o utilizador fica a pensar que tem xGB livres quando na realidade tem menos;
  • Ou temos 1GB=1000MB num sítio e 1GiB=1024MB no resto do sistema, e o utilizador não percebe o que raio é 1GiB e porque é que os tamanhos mostrados pelas aplicações não-Apple (e algumas da Apple) não batem certo com o Finder;
  • Ou temos 1GB=1000MB em todo o sistema e o utilizador continua sem perceber porque é que o sistema diz uma coisa e as aplicações dizem outra.

[via: slashdot]

Outra mudança que eu ainda estou para ver o impacto é a alteração do gamma do sistema de 1.8 para 2.2. Eu espero bem que a gestão de cores no Snow Leopard tenha melhorado, porque o que eles referem no documento não funciona actualmente no Leopard (i.e. alterar o gamma para 2.2 torna tudo mais escuro, independentemente de ter um profile "sRGB IEC61966-2.1" associado ou não).

Encomendei o Snow Leopard no início da semana, mas por este andar vou mesmo esperar pelo 10.6.1 para o instalar.

Bases para copos?

É só impressão minha, ou os formatos baseados em discos ópticos estão a ficar obsoletos?

Como suporte de dados, cada vez que tenho de usar DVDs sinto-me como se estivesse a usar disquetes: são terrivelmente lentos e o leitor parece fazer mais ruído do que o resto da máquina. Ultimamente parece que só os uso como backup media de segundo nível (o primeiro nível é um disco externo) e já nem me lembro de quando usei o leitor de DVD do portátil pela última vez...

Como suporte de vídeo, começam a parecer-se cada vez mais com as cassetes VHS: para quê andar a tirar e por DVDs quando se pode ter os filmes todos num media player? Especialmente agora que se consegue comprar uma coisa destas por 100 euros.

E mesmo o Blu Ray... não tenho a mínima intenção de comprar um leitor destes, nem agora nem no futuro. Não só porque não consigo ver vantagens na resolução extra*, como não me parece interessante mais um formato baseado em rodelas de plástico.

* Sim, eu noto a diferença de qualidade, mas só se estiver com atenção. De resto, quando estou a ver um filme ou uma série, a definição é muito pouco relevante. Se o som for bom e não tiver artefactos de compressão, o resultado é o mesmo. Aliás, noto muito mais a falta de qualidade em vídeo SD de alguns canais de cabo (FOX, I'm looking at you!), do que a diferença entre um DVD e um vídeo em 1080p.

Rendezvouz with Rama

Relacionado com o último post, este pequeno vídeo realizado por estudantes dava um bom trailer para uma (até agora encalhada) adaptação ao cinema.