O Poder de um Monopólio
Java vs. .NET
O Java já cá anda há alguns anos, com muita gente a torcer o nariz à sua adopção em maior escala, mas basta a Microsoft acenar com o .NET, que logo manadas de empresas e developers se juntam à nova tecnologia de Redmond, mesmo que ainda imatura por comparação. E é também incrível como a Microsoft pode incompatibilizar o VB.NET com o Visual Basic 6, talvez a plataforma de RAD mais popular do mundo (infelizmente), e safar-se, sem que hajam motins, saques e pilhagens, e derramamento de sangue pelas ruas. Não, as pessoas migram todas alegremente...
XUL vs. XAML
Apesar do XUL já cá andar há tantos anos quanto o Mozilla, desde que a Microsoft anunciou o XAML, como parte do Longhorn, que não se fala de outra coisa. Aliás, como o Longhorn não sairá antes de 2006, existem até já empresas que se dedicam a produzir implementações de XAML que, nada surpreendentemente, só funcionam em Windows e Internet Explorer. Ora, não seria preferível usar a proposta mais madura, multiplataforma, opensource e que já deu provas(*) de funcionar?
Acho que a Mozilla Foundation precisa apostar seriamente na promoção do XUL, tanto dando ênfase ao facto de que uma instalação do Firefox é uma instalação que pode correr aplicações XUL, como esforçando-se por criar um pequeno pacote run-time que poderia chamar-se qualquer coisa como «Mozilla Run-Time Environment». Aliás, algo deste género até já se encontra em curso.
Já agora, para quem se quer saber rapidamente para que servem estas tecnologias, imaginem uma aplicação cuja interface gráfica é muito fácil de desenhar - através de uma linguagem baseada em XML - e que pode, não só correr directamente no computador, mas também a partir da rede, on-demand, como se se tratassem de páginas web - ao contrário de, por exemplo, uma applet Java que tem de ser completamente carregada para ser executada.
Um bom exemplo disto é o Mozilla Amazon Browser, uma aplicação de pesquisa na base de dados da Amazon.
Para a experimentar basta ir a esta página, usando o Mozilla ou Firefox (em qualquer das plataformas para as quais existem) e clicar no link apropriado.
(*) O Mozilla é, ele próprio, desenvolvido em XUL, tal como o Firefox, o Thunderbird e mesmo aplicações de terceiros como o IDE Komodo.
O Java já cá anda há alguns anos, com muita gente a torcer o nariz à sua adopção em maior escala, mas basta a Microsoft acenar com o .NET, que logo manadas de empresas e developers se juntam à nova tecnologia de Redmond, mesmo que ainda imatura por comparação. E é também incrível como a Microsoft pode incompatibilizar o VB.NET com o Visual Basic 6, talvez a plataforma de RAD mais popular do mundo (infelizmente), e safar-se, sem que hajam motins, saques e pilhagens, e derramamento de sangue pelas ruas. Não, as pessoas migram todas alegremente...
XUL vs. XAML
Apesar do XUL já cá andar há tantos anos quanto o Mozilla, desde que a Microsoft anunciou o XAML, como parte do Longhorn, que não se fala de outra coisa. Aliás, como o Longhorn não sairá antes de 2006, existem até já empresas que se dedicam a produzir implementações de XAML que, nada surpreendentemente, só funcionam em Windows e Internet Explorer. Ora, não seria preferível usar a proposta mais madura, multiplataforma, opensource e que já deu provas(*) de funcionar?
Acho que a Mozilla Foundation precisa apostar seriamente na promoção do XUL, tanto dando ênfase ao facto de que uma instalação do Firefox é uma instalação que pode correr aplicações XUL, como esforçando-se por criar um pequeno pacote run-time que poderia chamar-se qualquer coisa como «Mozilla Run-Time Environment». Aliás, algo deste género até já se encontra em curso.
Já agora, para quem se quer saber rapidamente para que servem estas tecnologias, imaginem uma aplicação cuja interface gráfica é muito fácil de desenhar - através de uma linguagem baseada em XML - e que pode, não só correr directamente no computador, mas também a partir da rede, on-demand, como se se tratassem de páginas web - ao contrário de, por exemplo, uma applet Java que tem de ser completamente carregada para ser executada.
Um bom exemplo disto é o Mozilla Amazon Browser, uma aplicação de pesquisa na base de dados da Amazon.
Para a experimentar basta ir a esta página, usando o Mozilla ou Firefox (em qualquer das plataformas para as quais existem) e clicar no link apropriado.
(*) O Mozilla é, ele próprio, desenvolvido em XUL, tal como o Firefox, o Thunderbird e mesmo aplicações de terceiros como o IDE Komodo.
Tens que ver que, tal como há muito pessoal anti-MS, há muito pessoal pró-MS. Provavelmente até em maior número e provavelmente que nem conhece alternativas. Eles só sabem que a MS lançou uma tecnologia nova e a maior parte deles nem sabe bem .NET. Usavam VB, agora usam VB .NET com marteladas para parecer VB e pronto.
Mas também, queres o quê quando a maior parte do pessoal não conhece alternativas? Tal como dizes, devia haver uma maior propaganda por parte da Mozilla Foundation, da Sun, etc.
Além de que, mesmo que tu não concordes, o .NET é uma coisa bem feita. Praticamente toda a gente que o usa gosta daquilo.
Por
Pedro Santos, em 07 Outubro, 2004 15:21
Pois, o que eu digo é que as alternativas têm de ser publicitadas e promovidas, especialmente junto daqueles que têm poder de decisão.
Também não digo que o .NET esteja mal feito, até porque é quase um "rip-off" do Java ;). Como tu bem sabes, a minha posição contra o .NET é bem mais política do que técnica (o "lock-in" e tal).
Por
Carlos Rodrigues, em 07 Outubro, 2004 16:15
Pois, o .Net é porreiro e tal... estive esta semana em formação de J2EE e olha, nada do que o .Net ofereça, no seu todo, chega aos calcanhares do J2EE: frameworks de persistência, frameworks de messaging, EJBs, muita mas mesmo muita portabilidade de código de plataforma para plataforma.
Muita gente diz que o J2EE é uma trampa, pesadíssimo e complicadíssimo: não vi nada disso, inclusivé nos exemplos de clustering e de implementação de regras de segurança.
Outros tantos dizem, que as API's de Swing (passando a bola para o J2SE), também são complicadíssimas: bom, também não concordo nem um bocado.
Não querendo puxar "ranks", para mim que já programo em Java há 4 anos e tal, acho que Java tem a equivalência para mim que o VB: tudo é simples e as coisas, numa perspectiva maior, acabam todas por fazer sentido. É como o "meaning of life".
[Cliff] o Abelhudo ;-)
Por
Anónimo, em 09 Outubro, 2004 00:25
A verdade é que a maioria das pessoas não sabe realmente o que é o J2EE. Com a confusão gerada pelos marketoids em redor dele, ninguém fica a perceber que são apenas mais umas APIs e tal, e por isso acham que é complicadíssimo.
Já agora, juntar Java e VB na mesma frase... não havia necessidade... ;)
Por
Carlos Rodrigues, em 09 Outubro, 2004 00:57
Concordo plenamente com o comentário anterior do Carlos. O que leva mais uma vez à conclusão: a Microsoft tem sobretudo uma excelente máquina de marketing (facilitado pelo facto de ser um quase-monopólio e ter dinheiro a rodos). Por isso é que o open source funciona bem em nichos, mas não nas áreas em que é essencial uma larga adopção.
Já agora, será que ninguém tem estomâgo para se abalançar a criar um verdadeiro IDE para xul?
Por
Anónimo, em 09 Novembro, 2004 05:37