OpenBSD
Já há muitos anos que uso Linux mas, no entanto, nunca tinha realmente experimentado nenhum dos *BSD.
Já tenho lido coisas sobre eles, e estou mais ou menos consciente das diferenças de feel em relação ao Linux, especialmente porque algumas dessas diferenças são de alguma forma as mesmas que existem noutras variantes de Unix com as quais já tive alguns contactos, como o IRIX ou o Tru64.
Já por várias vezes fiz o download de ISOs do FreeBSD e do OpenBSD, mas acabei sempre por não ter tempo para as experimentar. Mas desta vez decidi aprender alguma coisa e comecei por instalar o OpenBSD 3.6 dentro do VMware.
A instalação - uma série de questões em modo texto - é um bocado chocante para quem está habituado aos instaladores gráficos user-friendly da maioria das distribuições de Linux, mas não é nada que me aterrorize. No final das contas é até bastante fácil e directa, desde que se saiba o que se está a fazer, o que deverá ser o caso com quase todas as pessoas que o tentarão instalar.
Tem, no entanto, um pormenor bastante estúpido e que poderia ser corrigido sem violar o espírito do instalador: para seleccionar os pacotes a instalar é preciso escrever o nome deles por extenso. Será que não podiam fazer daquilo uma lista numerada?...
Na utilização pareceu-me bastante limpo, sem coisas desnecessárias por ali a flutuar, o que é natural, dada a orientação ao servidor.
Mas, para um utilizador de Linux, tem detalhes irritantes: shell sem command-completion ou histórico (csh), "ls" sem cores, entre outras características que se encontram apenas nas versões "GNU" destes utilitários, e que se tornaram indispensáveis para manter a sanidade na CLI.
Bem sei que estas coisas podem ser instaladas, but that's not the point, o que interessa é que o default é muito primário, e sem necessidade disso[1].
O sistema de ports também não me impressionou por aí além, mas devo estar mal habituado com o yum e o rpm.
No final o voto é positivo.
[1] Além de eu não ver razões para não usarem as GNU tools (até porque usam o gcc), no mínimo colocavam a ksh como shell por omissão, já que vem instalada. Ou então instalavam a tcsh.
Já tenho lido coisas sobre eles, e estou mais ou menos consciente das diferenças de feel em relação ao Linux, especialmente porque algumas dessas diferenças são de alguma forma as mesmas que existem noutras variantes de Unix com as quais já tive alguns contactos, como o IRIX ou o Tru64.
Já por várias vezes fiz o download de ISOs do FreeBSD e do OpenBSD, mas acabei sempre por não ter tempo para as experimentar. Mas desta vez decidi aprender alguma coisa e comecei por instalar o OpenBSD 3.6 dentro do VMware.
A instalação - uma série de questões em modo texto - é um bocado chocante para quem está habituado aos instaladores gráficos user-friendly da maioria das distribuições de Linux, mas não é nada que me aterrorize. No final das contas é até bastante fácil e directa, desde que se saiba o que se está a fazer, o que deverá ser o caso com quase todas as pessoas que o tentarão instalar.
Tem, no entanto, um pormenor bastante estúpido e que poderia ser corrigido sem violar o espírito do instalador: para seleccionar os pacotes a instalar é preciso escrever o nome deles por extenso. Será que não podiam fazer daquilo uma lista numerada?...
Na utilização pareceu-me bastante limpo, sem coisas desnecessárias por ali a flutuar, o que é natural, dada a orientação ao servidor.
Mas, para um utilizador de Linux, tem detalhes irritantes: shell sem command-completion ou histórico (csh), "ls" sem cores, entre outras características que se encontram apenas nas versões "GNU" destes utilitários, e que se tornaram indispensáveis para manter a sanidade na CLI.
Bem sei que estas coisas podem ser instaladas, but that's not the point, o que interessa é que o default é muito primário, e sem necessidade disso[1].
O sistema de ports também não me impressionou por aí além, mas devo estar mal habituado com o yum e o rpm.
No final o voto é positivo.
[1] Além de eu não ver razões para não usarem as GNU tools (até porque usam o gcc), no mínimo colocavam a ksh como shell por omissão, já que vem instalada. Ou então instalavam a tcsh.
Também já tentei instalar o BSD numa VM, mas sem sucesso. Tentei o network install mas a coisa deu para o torto quando foi à procura do driver da placa de rede.
Algum conselho? (especialmente se não envolver fazer o download dos ISO's :) )
Por
Anónimo, em 03 Janeiro, 2005 17:10
Hmm, realmente não sei bem o que te diga, no meu caso a placa de rede disponibilizada pelo VMware foi detectada sem problemas.
Podes sempre tentar puxar a ISO daqui. São 330Mb, o que não é muito (considerando que a instalação por FTP deve ir puxar algo equivalente).
Por
Carlos Rodrigues, em 03 Janeiro, 2005 23:06
Olá!
Espero que vejas oteu mail...Terás lá um meu ao qual peço uma ajuda se souberes....Agradecia imenso...
Tens muitos projectos entre mãos e acho isso impressionante, bem como a tua página que está muito completa.....
Também já agora o meu blog...
http://www.quartodoze.blogspot.com
Por
< Cabela >, em 04 Janeiro, 2005 15:39
Não sei se repararam, mas o OpenBSD não está na lista de sistemas operativos "guest" que o VMware suporta. Está lá apenas o FreeBSD, que eu pessoalmente também já tive oportunidade de experimentar, com uma diferença importante: a shell é bash, tal como no Linux. Não tive grande dificuldade em instalá-lo, o VMware permite montar uma ISO e usá-lo como um CD se fosse. Se tiverem dificuldade em achar o driver da placa de rede correcto, experimentem o driver da a "AMD PCNET Family Ethernet Adapter (PCI-ISA)", que é a placa de rede emulada pelo VMware. Por outro lado, o VMWare dispõe de VMware Tools para o FreeBSD, que permite instalar o X dentro da máquina virtual.
Aproveito também para expressar o meu agrado pelo teu blog, que está bem organizado e com temas deveras interessantes, continua assim!
E, para não fugir à regra, também deixo aqui o endereço do meu blog
:)
Por
pescadorDigital, em 08 Janeiro, 2005 01:09
Também tenho o FreeBSD instalado dentro do VMware (um dia destes escrevo aqui qualquer coisa sobre isso) e, tal como no caso do OpenBSD, não tive problemas nenhuns. Mesmo sem instalar as VMware Tools (ainda não as instalei em nenhuma VM - não senti necessidade - não sei bem como funciona aquilo ainda).
Quanto ao resto, tnx! :)
Por
Carlos Rodrigues, em 08 Janeiro, 2005 01:20
Acho que as tuas críticas são muito:
- "não é igual ao Linux!"
- "não é igual ao que eu estou habituado!"
- "não traz o que eu uso instalado por default!"
Sim, é verdade que ao instalar um OpenBSD a primeira coisa que faço é algo tipo:
cd /usr/ports/shell/bash
make install
e assim sucessivamente, para coisas como o gnuls. Mas prefiro - e é muito mais correcto - ter de ser eu a instalar o que preciso, em vez de vir logo com o que não preciso instalado. A instalação base É uma instalação base.
Dehumanizer
Por
Anónimo, em 11 Janeiro, 2005 10:14
Estás enganado. Eu não critiquei o facto de ser diferente do Linux, porque isso era de esperar, e diferente não significa mau.
«(...)e assim sucessivamente, para coisas como o gnuls.»
Desculpa lá, mas a "bash" e o "ls" são componentes base. Qual é a razão de trazerem um "ls" inferior, quando existe um melhor? É ser GPL? O gcc também é GPL...
E que ideia é aquela de usar a "csh" por default? A "csh" já era má quando era moderna (na altura era considerada um poço de bugs e idiossincrasias). Como eu disse, podiam meter a "tcsh", se querem mesmo uma C shell como default. E além do mais, até aquela shell deficiente do Windows tem command completion...
Não é preciso violar o feel e principios do sistema para introduzir melhorias.
Por
Carlos Rodrigues, em 11 Janeiro, 2005 13:55
A razão? Tu próprio o disseste: ser GPL. Eles querem o mínimo de GPL no sistema (se isso é bom ou mau não sei, mas é o que eles querem, e estão no seu direito). O GCC mantém-se por uma razão: não há alternativas BSD-licensed decentes, para já - e está bem separado do resto do sistema.
A bash não é o standard em Unix, é apenas o standard em Linux.
E acho que faz sentido o sistema só vir, de base, com o mínimo possível - incluindo uma shell minimalista. Não haver *nada* (ou o mínimo) que não tenha sido instalado pelo utilizador, conscientemente. Quem quer mais, instala - há packages nos CDs (pkg_add ficheiro), ou pode-se usar os ports.
Ah, outra coisa: quanto a, na instalação, se ter de escrever o nome dos pacotes por extenso, imagino que seja porque aquilo é multi-plataforma - incluindo a instalação. E instala em coisas bem estranhas - não tanto como o NetBSD, claro, mas não é como um Red Hat, cujos CDs são só para i386, e por isso podem-se dar ao luxo de ter instalações gráficas...
Dehumanizer
Por
Anónimo, em 12 Janeiro, 2005 09:57
Bom, por um lado o Red Hat tem instalador gráfico em todas as plataformas que suporta (talvez nos mainframes apenas por VNC), por outro eu não estava a propor um instalador gráfico, como eu referi explicitamente.
Se o instalador vai a uma directoria e lista os pacotes que lá estão, não custava nada numerá-los. Assim para escolher o pacote "baseqqcoisa.tzg" bastaria fazer "1; RETURN" em vez de ter de escrever o nome todo. A maneira actual é simplesmente estúpida.
Por
Carlos Rodrigues, em 12 Janeiro, 2005 14:14
Eu acho que tiveste azar e começaste logo pelo pior. Mas parece-me que já arrepiaste caminho e instalaste o FreeBSD. Então quando tiveres tempo, conta lá o que achaste! Espero que o teu comentário seja do ponto de vista dum profissional. Porque se for do ponto de vista dum amador, aí tens de comentar o Mac OS que ao que ouvi dizer, também está relacionado com o FreeBSD.
Cumps,
Por
Anónimo, em 13 Janeiro, 2005 02:14
Bom, acho que querias dizer utilizador comum em vez de amador, porque se eu não estou a usar o OpenBSD (por exemplo) em produção, desse ponto de vista sou sempre amador. :)
Mas sim, eu experimento estas coisas do ponto de vista "profissional", até porque se o fizesse do ponto de vista do utilizador comum não saberia por onde começar a criticar. Mas não vale a pena pegar por aí, porque o objectivo dos *BSD não é esse.
Mas também tenho a minha parte utilizador comum, daí o artigo sobre o MacOS X (que por baixo é um Darwin com as tools, e mais qualquer coisa, do FreeBSD - mais info) que está agora na página principal.
Quanto a ter começado pelo pior: não sei, estou agora a experimentar o NetBSD ;)
Mas atenção, acho que estão a assumir que eu não fiquei com boa impressão do OpenBSD, o que não está correcto. Mas boa impressão não significa ausência de críticas.
Por
Carlos Rodrigues, em 13 Janeiro, 2005 14:51
Quando eu me referi ao ponto de vista do utilizador profissional estava a querer dizer que "não valia" a pena comentar se o aspecto é mais ou menos gráfico, nestes casos penso que o que conta é se é ou não eficiente/produtivo.
A ideia com que fiquei é que não tinhas gostado do que viste, uma vez que só falaste das partes negativas. Agora reparo que no fim deste voto positivo, mas não dizes porquê, a não ser que "tem um aspecto limpo"(?)...
Cumps,
Por
Anónimo, em 14 Janeiro, 2005 02:26
Não digo porquê simplesmente porque não sei dizer porquê. Não é assim muito diferente do Linux, excepto em pequenos pormenores, portanto para explicar um voto positivo teria de partir da base e explicar porque gosto do unix em geral (e não sei se realmente o conseguiria fazer...).
É bastante mais fácil partir da premissa "unix é bom, OpenBSD é unix" e criticar os pontos negativos. Portanto, ficam a saber: o que eu criticar são os pontos negativos, tudo o resto é positivo (até ver, claro).
Afinal de contas isto é um blog, é suposto eu escrever sobre aquilo que me motiva escrever e, neste caso, isso não passa por fazer uma tour do OpenBSD, mas apenas indicar aquilo que me chamou mais a atenção.
Essa frase solitária no fundo do post foi propositada, para avisar de que as criticas não significam que não tenha gostado.
Por
Carlos Rodrigues, em 14 Janeiro, 2005 04:39