Tudo Sobre Nada

That Old Black Magic

Se há coisa que me irrita nos sistemas operativos da Microsoft é a sua opacidade... como se a cada esquina houvesse um autocolante "No user serviceable parts inside".

Hoje andei uma data de tempo a tentar perceber porque é que o Windows teimava em colocar o meu leitor e o meu gravador de DVDs em modo "PIO", mesmo depois de eu ter definido ambos como "DMA if available" no "secondary IDE channel".

Na BIOS estava tudo bem, e o Linux também os usa em modo DMA sem quaisquer problemas.

Após uma consulta ao google, a solução estava encontrada: editar o registry (surpresa!) e remover as seguintes chaves:

HKEY_LOCAL_MACHINE
+-SYSTEM
+-CurrentControlSet
+-Control
+-Class
+-{4D36E96A-E325-11CE-BFC1-08002BE10318}
+-0001
+-MasterIdDataChecksum
+-SlaveIdDataChecksum
+-0002
+-MasterIdDataChecksum
+-SlaveIdDataChecksum

Isto supostamente obriga o Windows a detectar novamente as definições de DMA das drives ligadas a ambos os canais IDE. Voilá, consertado!

Ahhh... voodoo.
 

4 Comentário(s)

  • No magic at all it's documented:

    http://support.microsoft.com/kb/817472/

    Encontrei também um artigo sobre o problema que reflecte alguma informação da MS sobre o assunto e onde existe mais informação e não tão especifica quanto a do artigo anterior, mas dá para perceber o problema.

    http://www.michna.com/kb/WxDMA.htm

    A diferença deve-se a uma menor agressividade no processo de fallback nos SOs onde não tens esse comportamento.

    Victor

    Por Anonymous Anónimo, em 25 Maio, 2005 13:47  

  • A diferença deve-se a uma menor agressividade no processo de fallback nos SOs onde não tens esse comportamento.

    Não. Em Linux, por exemplo, o modo DMA também é desactivado em caso de dificuldades de leitura, mas é reposto no boot seguinte (ou manualmente, usando o hdparm).

    Esta táctica de desactivar permanentemente, escolhida pela Microsoft, é totalmente braindead, especialmente porque se trata de removable media.

    Basta tentar ler um CD ou DVD defeituoso para perder o modo DMA permanentemente, e ter de andar a fazer alterações obscuras e incompreensíveis no registry para poder ter o comportamento normal de volta. Isto é simplesmente estúpido, e o facto de estar documentado na Knowledge Base não serve de alibi.

    Por Blogger Carlos Rodrigues, em 25 Maio, 2005 13:56  

  • Esta táctica de desactivar permanentemente, escolhida pela Microsoft, é totalmente braindead, especialmente porque se trata de removable media.

    Tu és sempre um exagerado, falas como se estivesses estado no local onde se fez aquela escolha, normalmente falas como se a escolha tivesse sido a pior que tiveram, mas que por serem estúpidos não perceberam que as outras eram melhores.

    As coisas ditas dessa forma realmente não deixam dúvidas que era uma má escolha, mas, e nestas coisas existe sempre um mas, porque acho que a escolha deles também deve ter sido dificil, com vantagens e desvantagens (e acredito que possuiam mais informação do que tu) e que naquela altura a escolha PODE ter sido a melhor, repara é apenas uma forma positiva de ver as coisas, eu dou sempre o beneficio da dúvida aos outros, não acho que toda a gente seja estúpida a não ser que o demonstrem, mas como não sabemos o que eles sabiam na altura, não o podemos afirmar.

    Victor

    PS: O facto de estar na KB faz com que deixe o dominio da magia negra

    Por Anonymous Anónimo, em 26 Maio, 2005 20:41  

  • Não estou a ver quais possam ter sido as razões para escolher este comportamento. Ainda se fosse aplicado apenas a drives fixas...

    Estar na KB não lhe retira o estatuto de voodoo, porque é contra-intuitivo (o DMA está disponível mas o sistema ignora a definição do utilizador sem lhe dar qualquer explicação) e implica chafurdar em chaves obscuras do registry.

    Se tiro estas conclusões, é porque não são caso único no mundo Microsoft, nem foi a primeira vez que tive de fazer algo deste género.

    O benefício da dúvida tem duração limitada (e isto não se aplica só a casos relacionados com produtos da Microsoft, caso estejas a pensar nisso).

    Por Blogger Carlos Rodrigues, em 27 Maio, 2005 03:22