Battlestar Galactica
Até ao dia 15 de Agosto, quando a SIC emitiu (de uma só vez) a minisérie Battlestar Galactica, a nova versão da série de 1978 com o mesmo nome ainda não me tinha despertado grande interesse.
Normalmente as séries sci-fi custam-me um pouco a pegar. Os primeiros episódios são sempre algo fracos, com o potencial da história (quando existe) como único factor que me mantém interessado em continuar a ver. Isto só começa a mudar quando as personagens começam a ganhar algum balanço. Mas esta série é interessante logo desde o início, com o foco nas personagens, deixando o ambiente sci-fi ser apenas um pano de fundo, sem que os gadgets e o technobabble tomem conta da acção.

Desde então já vi alguns episódios da série propriamente dita, e o nível de qualidade continua bastante elevado. Se isto não mudar, corre o risco de ultrapassar o Farscape como melhor série sci-fi alguma vez produzida. Veremos...
Outra nota positiva vai para o site, onde se podem encontrar cenas cortadas e comentários áudio (ao estilo DVD) para quase todos os episódios.
Entretanto, fica o trailer.
Normalmente as séries sci-fi custam-me um pouco a pegar. Os primeiros episódios são sempre algo fracos, com o potencial da história (quando existe) como único factor que me mantém interessado em continuar a ver. Isto só começa a mudar quando as personagens começam a ganhar algum balanço. Mas esta série é interessante logo desde o início, com o foco nas personagens, deixando o ambiente sci-fi ser apenas um pano de fundo, sem que os gadgets e o technobabble tomem conta da acção.

Desde então já vi alguns episódios da série propriamente dita, e o nível de qualidade continua bastante elevado. Se isto não mudar, corre o risco de ultrapassar o Farscape como melhor série sci-fi alguma vez produzida. Veremos...
Outra nota positiva vai para o site, onde se podem encontrar cenas cortadas e comentários áudio (ao estilo DVD) para quase todos os episódios.
Entretanto, fica o trailer.
Não sei se há conheces, mas eles (a Sic Radical) estão para passar uma série mt fix, Firefly, que vi qd passou na Fox nos US...
Vai sair agora o filme em outubro, Serenity.
Já conheces? Se não, então tenta arranjar pq vais gostar.
Por
andr3, em 29 Agosto, 2005 22:39
Conheço de nome, mas nunca vi.
Por
Carlos Rodrigues, em 29 Agosto, 2005 23:06
O conceito da série é mesmo esse - a tecnologia deu errado, portanto têm de usar o minimo dela para evitar que os "maus" possam controlá-los.
Estou sempre à espera de ver uns pedais nas navezinhas ;)
O ùnico pormenor que tem estado a estragar tudo é a gaja na cabeça do doctor, que não me faz muito sentido.
Mas ficamos curiosos em saber qual é "o plano" ;)
(vamos no episódio 7 da primeira série)
Por
Bruno Rodrigues, em 31 Agosto, 2005 10:26
Eu já vou no episódio 11, e entre o 7 e este acontecem algumas coisas que dão à "Number Six" na cabeça do doutor bastante importância. Mas as cenas com ela muitas vezes parecem fora do contexto da acção, sim.
Por
Carlos Rodrigues, em 31 Agosto, 2005 15:15
Ah, quanto aos pedais... os Vipers são controlados com pedais, portanto não vais ter de esperar muito...
Por
Carlos Rodrigues, em 31 Agosto, 2005 15:16
Tenho 28 anos e lembro-me com alguma dificuldade da série original (o pormenor dos cylons com a viseira de led oscilante é inesquecível - e é um dos (poucos) pontos de contacto com a série original. Já sabia que o Sci-Fi Channel andava a produzir um "remake" (o princípio da história é idêntico e os nomes de muitos personagens são comuns como Adama, Apollo, Baltar, Boomer e Starbuck - este último era o mais carismático e era um homem na série original (muitas fãs da antiga imbirraram com a nova série por ser uma mulher!) mas partilhava com o antigo os mesmos tiques desde a irreverência até ao gosto por charutos.
De resto, estou a gostar imenso daquilo que estou a ver - o facto de os cylon's agora poderem também (parecer) ser humanos dá muito espaço de manobra para os argumentistas (neste ponto, faz-me lembrar o filme Bladerunner, onde por acaso entra também o Edward James Olmos, que faz de Adama na nova série da Galactica, no papel do polícia Gaff, aquele que tem um gosto especial por origami's), e é praticamente o fio condutor da história.
O remorso de culpa do Baltar e a forma como é explorado pela ilusória "Number Six" pode parecer enviesado a alguma gente mas acho das cenas mais interessantes da série. A ver vamos aonde leva esta Galáctica. Entretanto, a série já vai na 2ª Temporada, nos EUA.
Um dos pormenores mais irrisórios da série é que como é série é como é que é possível uma civilização que já dispõe da tecnologia de viajar mais rápido que a luz ainda comunica entre naves usando telefones e folhinhas de papel (sim, eu sei que se não fosse assim começava a parecer-se um bocado com o Star Trek, mas enfim, aquilo não me entra na cabeça!)
Por
pescadorDigital, em 01 Setembro, 2005 22:09
Um dos pormenores mais irrisórios da série é que como é série é como é que é possível uma civilização que já dispõe da tecnologia de viajar mais rápido que a luz ainda comunica entre naves usando telefones e folhinhas de papel
Eu acho essa mistura de hi-tech com low-tech extremamente interessante. Se olharmos para a nossa própria civilização, também vemos muitos exemplos dessa contradição. Muitas vezes a alternativa low-tech é mais agradável de utilizar, mesmo quando existe uma alternativa high-tech.
O StarTrek tem um ambiente algo artificial porque não toma isto em consideração. Tudo tem de ser resolvido de forma high-tech, mesmo os problemas que têm soluções low-tech praticamente perfeitas. Não me lembro de alguma vez ter visto os tipos a usarem qualquer tipo de lâminas, mesmo para as tarefas mais simples, por exemplo.
Por mais que a tecnologia avance, certas coisas simples vão custar a ser substituidas. O papel é uma dessas coisas, porque é preciso encontrar outro meio que consiga transmitir o mesmo "feel".
Hoje ainda muita gente escreve com lápis, quando existem esferográficas e mesmo lapiseiras...
Quanto aos telefones e outro equipamento "primitivo", isso é explicado pelo facto da Galactica já ter 50 anos, e na altura da sua construção ter sido equipada principalmente com material não passível de ser comprometido pelos Cylons, e meter fios na maioria dos telefones reduz as possibilidades de ataque.
E depois, há sempre o factor retro para dar ambiente. :)
Por
Carlos Rodrigues, em 01 Setembro, 2005 23:41
claro hoje podemos enviar por e-mail correio em alguns segundos e continuamos a utilizar papel e os PTT que chegam a levar semanas !!
Por
Anónimo, em 17 Outubro, 2006 22:26