Tudo Sobre Nada

Windows wipes floor with Linux

Segundo uma notícia no TechWorld:
Windows is taking the server OS market by storm - and Linux has no hope of catching it, according to market researcher IDC.
Its latest quarterly server survey found that income from sales of Microsoft Windows servers even matched enterprise Unix server revenues.

Ao contrário do que possam pensar, eu acredito verdadeiramente nesta afirmação. Basta pensar na formula que é usada para calcular estes valores...

Tal fórmula não é indicada explicitamente (nem implicitamente), mas podemos dizer com algum grau de certeza que toma em consideração as vendas de servidores com sistema operativo instalado, licenças do sistema operativo vendidas em separado, ou uma combinação das duas.

Posto isto, quanto valem as instalações de Debian (ou as instalações não licenciadas/sem suporte de Red Hat ou SuSE - algo perfeitamente legal) em servidores de linha branca, ou "de marca", vendidos sem sistema operativo, ou máquinas "recicladas"?
Só na FCT há largas dezenas de máquinas nesta situação, e não deverá ser caso único (eu pelo menos não vejo razão para instalar uma distribuição de Linux com suporte a não ser em máquinas críticas - e a definição de "críticas" é muito subjectiva sob este ponto de vista).

"1.000.000 instalações * 0 euros em licenças = 0% do mercado"... O Linux não existe!

Por outro lado, a pirataria é baixa no lado do servidor, portanto quase todas as instalações de Windows Server têm uma licença associada, o mesmo acontecendo com os Unixes proprietários que, mesmo quando não têm custo directo, nunca são vendidos separadamente (excepto o Solaris x86, mas não tem peso suficiente para distorcer os números).

Enquanto não arranjarem uma bitola que permita fazer comparações realistas, estas conclusões não têm qualquer credibilidade e são apenas FUD.
 

À vista de todos

Estive a ler este artigo no Groklaw, e apesar de não trazer propriamente grandes novidades para quem já tem uma ideia de como funciona o processo de desenvolvimento do Linux (toda a gente excepto a malta da SCO), serve bem para por os cépticos do peer review a pensar.

Não estou a ver um esquema destes em operação numa empresa de software proprietário...
 

Flickr

E pronto, aderi ao Flickr. Portanto, a partir de agora este blog conta com mais uma fonte de conteúdos ("conteúdos" soa bem), um apanhado de fotografias retiradas da minha conta lá. São as duas últimas e mais duas ao acaso.



Enjoy! Or not... :)
 

IDE para PHP

De vez em quando aparece alguém a perguntar-me se conheço algum IDE decente para PHP, e eu normalmente aponto para o Zend Studio ou para o PHPEclipse. No entanto, já há muito tempo que não faço nada em PHP, nem prevejo vir a fazer proximamente, portanto não sei bem a qualidade destas duas alternativas.

Mas como é bom saber estas coisas, fui procurar saber algo mais acerca disto.

Zend Studio 4

O Zend Studio é provavelmente o IDE mais conhecido, no mínimo porque é desenvolvido pela mesma empresa que "controla" o desenvolvimento do próprio PHP, a Zend.

Globalmente parece-me bastante completo, com integração com vários RDBMS (MySQL, PostgreSQL, Oracle, SQLite, Microsoft SQL Server - mas aparentemente não suporta DB2) e boa integração com CVS, incluíndo uma ferramenta para analisar visualmente as diferenças entre versões de ficheiros. Suporta também o deployment por FTP (ou SCP, SFTP, ...) directamente.

A Zend disponibiliza uma demonstração em flash que mostra algumas das funcionalidades disponíveis.

O preço varia entre os 99 dólares para a versão «Standard» e os quase 1500 dólares para uma licença perpétua da versão «Enterprise».

ActiveState Komodo 3.1

Algumas pessoas também já deverão ter ouvido falar do Komodo, desenvolvido pela ActiveState (que também fornece pacotes de Perl, Python e TCL para Windows) sobre a plataforma Mozilla (XUL).

A nível de funcionalidades, parece ser menos rico do que o Zend Studio, mas tem a vantagem de suportar outras linguagens, como PERL, Python e TCL, o que poderá ser interessante para algumas pessoas.

À semelhança do Zend Studio, o Komodo não tem nenhuma versão de utilização gratuita (para além de uma versão evaluation), mas os preços são mais reduzidos, com a versão «Personal» a custar 30 dólares e a versão «Pro» a rondar os 300.

NuSphere PHPEd 3.3

Quanto ao PHPEd não há muito a dizer. Parece ter todas as funcionalidades que se esperam de um IDE, e assim não é muito diferente dos dois anteriores (mas menos completo do que o Zend Studio).

Quanto aos preços, são parecidos com os do Komodo. E também não tem nenhuma versão de uso gratuito.

TruStudio 1.0

O TruStudio é um plugin para o Eclipse com suporte para PHP e Python.



Parece ter um bom conjunto de funcionalidades e, além da versão paga, tem também uma versão «Foundation» gratuita e open-source que, no entanto, tem menos funcionalidades do que a versão «Professional» (150 dólares, na versão PHP + Python).

PHPEclipse 1.1.4

O PHPEclipse é o único completamente gratuito e parece ter todas as funcionalidades que interessam. No entanto, o site não é muito motivante, e as instruções de instalação também não, o que me deixa um travo de desconfiança (ter um site informativo é muito importante, mas o pessoal do PHPEclipse parece ainda não ter chegado a esta conclusão).

Conclusões

Apesar de ter feito apenas uma análise superficial, as soluções comerciais nesta área parecem-me ser mais maduras, mas ao mesmo tempo fiquei com a ideia de que não é preciso gastar dinheiro para usufruir de um bom IDE para PHP.

Portanto dá para agradar a gregos e troianos: quem não quer gastar dinheiro, ou não necessitar de funcionalidades muito avançadas, pode escolher o TruStudio; Quem tiver dinheiro para gastar, ou necessitar de uma solução com apoio comercial e funcionalidades avançadas para beneficiar de uns warm fuzzies, pode ir para um Zend Studio ou Komodo.
 

Shaping

Hoje a Telepac lá actualizou a minha ligação ADSL para 4096/256Kbps.

Com esta alteração foi preciso voltar a calibrar o traffic shaper que tenho configurado na minha gateway (baseado no wondershaper, mas já quase irreconhecível). Sem ele nenhuma banda é suficiente para garantir alguma qualidade de serviço quando a minha irmã está a fazer uploads via MSN e eu estou a tentar jogar online (enquanto um download decorre em background).

Meto então umas quantas ISOs a sacar em simultâneo, uma sessão SSH para uma máquina no DQ e um mtr (Matt's Traceroute) para uma máquina ao acaso (neste caso, o portal IOL - só para não ser na própria Telepac). O objectivo é ir alterando o valor limite de download (e só este, já que o upload não mudou) até conseguir ter pings abaixo dos 100ms, interactividade suficiente no SSH e pouco impacto na velocidade dos downloads.

O valor final a que cheguei é de 3480Kbps...

É um bocado frustrante, mas esta é mesmo a capacidade máxima de uma ligação ADSL de 4Mbit... Se aumentar este valor os pings começam a subir muito rapidamente, o que indica o aumento das filas do lado do ISP (e as filas só aumentam quando a linha não dá mais).

No fundo faz sentido, este valor indica que o overhead ronda os 15%, o que coincide com os valores esperados para uma linha ATM (a base do ADSL).

Pensem bem, isto significa que numa ligação de 16Mbit do Clix, 2.5Mbits são overhead!

Já agora, se alguém quiser pegar no meu shaper para modificar - ou simplesmente ver - aqui fica: shaping.zip

Nota: No meu caso, o shaper é inicializado no "/etc/ppp/ip-up.local" e as regras iptables de marcação dos pacotes são geradas pelo FireHOL, mas não tem de ser necessariamente assim.
 

Formiga

Hoje apeteceu-me aprender a usar o Apache Ant para deixar, de uma vez por todas, de andar a fazer makefiles marados ou scripts manhosos para compilar as coisas que faço em Java.


O meu objectivo era simples: dado um projecto em Java, compilar as sources, gerar um .jar e limpar o lixo (*.class, *~, *.bak).

Afinal acabou por ser mais simples do que esperava. No entanto, o resultado não é tão legível quanto um makefile, mas acaba por funcionar de igual forma em qualquer plataforma onde exista Java, o que é bom.

O resultado a que cheguei pega nas sources contidas numa subdirectoria "src" e compila tudo para uma subdirectoria "build". Pelo caminho até gera o "manifest.mf" necessário para que o .jar funcione (algo que eu fazia anteriormente à mão), o que permitiria incluir lá dentro coisas que mudam a cada compilação (a data, por exemplo).

Fica o ficheiro para quem quiser ver: build.xml

Mais uma acha...

Depois dos problemas de segurança resultantes do uso de uma versão desactualizada do Firefox como base, agora parece que o Netscape 8 rebenta com o rendering de XML no Internet Explorer.

Estou certo que há quem veja isto como uma feature, mas o que e certo é que é mais uma prova de falta de qualidade.

E quer queiram quer não, o Firefox vai acabar por apanhar por tabela. É só as pessoas tomarem consciência de que este está na base do Netscape 8 e vai ser vê-los a correr de volta para o IE. E não importa que os problemas não existam no Firefox...
 

That Old Black Magic

Se há coisa que me irrita nos sistemas operativos da Microsoft é a sua opacidade... como se a cada esquina houvesse um autocolante "No user serviceable parts inside".

Hoje andei uma data de tempo a tentar perceber porque é que o Windows teimava em colocar o meu leitor e o meu gravador de DVDs em modo "PIO", mesmo depois de eu ter definido ambos como "DMA if available" no "secondary IDE channel".

Na BIOS estava tudo bem, e o Linux também os usa em modo DMA sem quaisquer problemas.

Após uma consulta ao google, a solução estava encontrada: editar o registry (surpresa!) e remover as seguintes chaves:

HKEY_LOCAL_MACHINE
+-SYSTEM
+-CurrentControlSet
+-Control
+-Class
+-{4D36E96A-E325-11CE-BFC1-08002BE10318}
+-0001
+-MasterIdDataChecksum
+-SlaveIdDataChecksum
+-0002
+-MasterIdDataChecksum
+-SlaveIdDataChecksum

Isto supostamente obriga o Windows a detectar novamente as definições de DMA das drives ligadas a ambos os canais IDE. Voilá, consertado!

Ahhh... voodoo.
 

e2defrag

Hoje intervim numa thread na lista do Debian, onde alguém pergunta (outra vez) como desfragmentar uma partição ext3.

Como é habitual, a resposta ("não é necessário fazê-lo") raramente é aceite sem algum espernear por aqueles que já se habituaram à obrigatoriedade de tais rituais nos sistemas operativos da Microsoft...

Eu compreendo perfeitamente a sensação, porque também já passei por isso (já lá vão 8 anos).

Já soube com algum detalhe algumas das razões porque a fragmentação não é problemática num sistema de ficheiros ext2, quando andei a ler o livro recomendado para a cadeira de Sistemas de Operação, mas hoje já estão praticamente esquecidas e não sei bem distinguir o folclore dos factos reais.

That's the impact of designing up front the multi-processing/multi-tasking multi-user capacity of the OS into it's facilities, rather than tacking multi-processing/multi-tasking multi-user support on to an inherently single-processing/single-tasking single-user system.


No entanto, este post indicado por outro dos intervenientes é bastante interessante e elucidativo.
 

pGina

O pGina é um substituto para o mecanismo de autenticação do Windows que permite, através da utilização de plugins, usar NIS, MySQL ou uma série de outras alternativas para autenticar utilizadores no momento de login.

Descobri isto enquanto procurava, mais uma vez, uma forma de dar a um utilizador local as credenciais de um utilizador de um domínio Active Directory.

Pode não ajudar nada nesta demanda, mas pareceu-me interessante.
 

Bah!

Já está cá fora o Netscape 8 e, para não variar, já nasce coxo.

A minha opinião acerca da existência de um browser "Netscape" mantém-se (e reforça-se).
 

Morte lenta

Sou visitante regular do Gildot há uma data de anos, como se pode constatar pelo meu número de utilizador - 116. Durante este tempo coloquei por lá milhares de posts e submeti quase uma centena de artigos, tendo actualmente 862 pontos de karma.

No entanto, o meu interesse tem vindo gradualmente a desvanecer-se, sendo que hoje em dia já pouco resta.

O Gildot sempre foi um site de notícias atrasadas, mas as discussões conseguiam ter algum interesse pelo tom "nacional" e pela sensação de comunidade. Tal já não acontece, a maioria das discussões são flames sem sentido e pouco ou nenhum conteúdo. Pode dizer-se que por ali já não se aprende nada.

Não sou a primeira pessoa a constatar este facto, e infelizmente não serei a última. O Gildot já não tem salvação.

Felizmente existem outras paragens onde se consegue ter uma ideia do que se passa na "elite" informática portuguesa. O estilo é diferente, mas a sensação de comunidade está lá.
 

É pena que sejam mudos

Os vídeos-demonstração parecem estar a tornar-se populares entre alguns projectos opensource.

Já quase "toda a gente" viu o «Seeing is Believing» do Ruby on Rails e tenho de admitir que esta é uma forma interessante de aguçar o interesse dos potenciais utilizadores.

Portanto, se estiverem numa de ver mais um vídeo destes, podem ver como se faz um "Hello, World!" com algum eye-candy usando o OpenLaszlo.



Já agora, é curioso que nestas demonstrações seja sempre usado o MacOS X...

Think... Geek

Um importante sintoma de geekness é o desperdício de tempo a passear pelo ThinkGeek.

Portanto podem começar por esta secção, e avaliar o vosso próprio factor geek consoante a piada que acharem a estes artigos.
 

TV

Recentemente a MPAA decidiu perseguir os sites agregadores de torrents de séries de televisão e alguns, como o btefnet.net ou o tvtorrents.tv, já foram abaixo.

São más notícias para quem vive no cú do mundo, onde o tele-lixo é a regra (felizmente existem excepções - Lost, 24, CSI: Las Vegas) e onde a única forma de ver séries decentes, especialmente scifi, é recorrendo a torrents.

Felizmente existem alternativas...
 

Debianização

Cedi à tentação e eliminei a minha instalação de SUSE no trabalho. Instalei o Debian (sarge).

Desde há algum tempo que o Debian me vem a interessar cada vez mais, e nada como uma instalação desktop para aprender as coisas mais a fundo. Sim, porque num servidor raramente se encontram os problemas que de facto obrigam a aprender como as coisas funcionam.

Decidi fazer isto no trabalho e não em casa, porque é um ambiente menos exigente (a componente lúdica é irrelevante), e porque estava mesmo a querer sair do SUSE. Aproveitei então um par de horas "mortas" e pronto (para as minhas necessidades caseiras seriam vários - largos - pares de horas).

Mas também, como não acredito no Linux no desktop doméstico (e ultimamente, cada vez menos no desktop Linux em geral), a minha máquina no trabalho serve perfeitamente para sentir o feel da coisa...

Até agora estou contente com os resultados, sendo que apenas me deparei com dois snags:

  1. A minha máquina tem duas interfaces de rede, e não consigo tê-las ambas configuradas por DHCP. Mesmo colocando-as numa ordem que garanta que as definições globais efectivas sejam as da interface que eu quero, não consigo evitar a existência de duas default gateways, o que me provoca uma série de problemas de conectividade com o exterior. Ter uma por DHCP e outra "static" funciona bem.

  2. Não consigo configurar a HAL para criar entradas automáticas no "/etc/fstab" e "/media". Isto é, ele cria-as mas depois não as remove... Acabei por desistir e manter uma entrada manual no fstab com "auto" no filesystem, para usar pens e discos externos USB.

Não estou a pensar trocar o meu Fedora caseiro por qualquer outra coisa, mas a minha imagem do Debian continua a melhorar.
 

Uma Explicação como Outra Qualquer...



Fluxgate

Temos então aqui uma captura de um episódio do Stargate SG-1, que contém algo que me parece vagamente familiar...



Oferendas

Mais ninguém acha estranho que a Sun ofereça material da concorrência ao NetBSD?

Sempre vai com o Solaris instalado, mas não deixa de ser curioso.
 

Escolhas

Nestas coisas da informática, eu sou um tipo que tanto gosta do lado da programação como do lado da administração de sistemas, mas desde há algum tempo que os meus interesses vêm a pender cada vez mais para esta segunda hipótese.

Talvez seja por ser o que passo mais tempo a fazer, ou talvez seja por constatar que o mercado da programação em Portugal não é por aí além excitante... Há pouco tinkering, e desenvolver business apps não é propriamente a minha ideia de divertimento (e a componente divertimento é extremamente importante, pelo menos para mim).

Talvez seja isto que me espera...



Pessimismo

Bem... nestes últimos tempos os meus posts têm sido mesmo negativos...

Ok, na maioria das vezes a minha motivação para lançar aqui umas "postas de pescada" vem do incómodo ou irritação com alguma coisa no mundo do software - pelo que o tom negativo está quase sempre presente - mas ultimamente tem sido a granel...

Chamemos-lhe uma onda de pessimismo. :)
 

E vai um...

Aqui há dias referia um problema que ocorria com o meu disco externo USB: o "df" em Linux mostrava sempre 64Kb de espaço ocupado, quando na realidade já lá estavam uns quantos gigabytes.

Pois bem, afinal o problema era do próprio filesystem, que estava ligeiramente corrompido (segundo o "dosfsck" a FAT original era diferente da FAT de backup, e o "free-cluster" tinha um valor errado).

Não sei se já vinha de origem, ou terão sido os soluços no Fedora que o terão provocado, o que é certo é que bastou ser formatado (com o "mkdosfs") para dar conta do assunto.

Com isto cheguei a duas conclusões:

  1. O "Check Disk" do Windows dizia sempre que estava tudo bem, já não volto a confiar nele;

  2. A Microsoft acha que ninguém no seu perfeito juízo alguma vez quererá formatar um disco em FAT32 (Linux, MacOS X e Windows 9x não existem), já que a ferramenta gráfica só deixa formatar em NTFS.


Boot Time!

Mesmo depois de ver inúmeras discussões onde se tentam arranjar n formas de reduzir o tempo de boot do Linux, ainda não consigo entender onde está a real necessidade de o fazer...

É claro que há um tempo máximo de boot que se deve evitar ultrapassar, mas para além disso o que realmente interessa é ter um sistema rápido e leve imediatamente após o login e não cortar uns míseros 30 segundos a algo que se faz apenas uma vez ao dia (e não estamos a falar de sistemas embebidos).

Existem muitas soluções para este "problema", que passam normalmente por paralelizar o arranque dos serviços - para que uns consumam CPU enquanto outros esperam por I/O - e/ou permitir o login mais cedo, enquanto alguns serviços ficam a arrancar em background.

A primeira solução seria perfeitamente aceitável se não acabasse por trazer uma série de novos problemas que, a meu ver, podem tornar-se bastante mais graves.

Gerir as dependências entre serviços seria mais ou menos trivial se estas fossem fornecidas directamente pelos autores originais do sofware. No entanto, tal é muito difícil de ocorrer no mundo real devido às diferenças entre as distribuições, que muitas vezes obrigam à existência de scripts "start/stop" completamente diferentes. Isto implica que terão de ser as distribuições a criar as dependências, o que por sua vez implica (em alguns casos) que as coisas poderão não funcionar a 100% por falta de um conhecimento profundo acerca dos serviços envolvidos (o arranque paralelo pode revelar problemas que não ocorrem com um arranque sequencial, p.ex. o caso das placas de rede que mudam de ordem a cada boot no SUSE - algo que me deu grandes dores de cabeça para contornar).

Quanto a arrancar serviços em background após o login... bem, esta é a solução que mais me incomoda.

Se por um lado se quer dar uma ilusão de velocidade permitindo o login mais cedo, por outro dá-se uma sensação de extrema lentidão nos minutos seguintes...

Por mais potente que seja a máquina, ao arrancar o Windows (onde este método é usado) eu fico sempre com uma sensação:
Uau, o Windows arranca rápido... mas esta máquina é mesmo lenta! Vou mas é tomar um café enquanto isto faz não sei o quê...

Seria melhor se a malta das distribuições se preocupasse com outras coisas mais importantes, em vez de consumirem quantidades industriais de tempo nestas demandas estéreis.

Kerberos sem Domain Logon?

Num ambiente académico, onde as pessoas usam os seus próprios computadores, é muito complicado implementar um sistema de autenticação centralizada que permita controlar os acessos a recursos partilhados como impressoras departamentais, servidores de ficheiros e/ou proxies, num esquema de single sign-on.

Seria muito interessante se existisse algum software (para Windows, MacOS X e Linux) cliente de Kerberos que permitisse ter as vantagens de um domínio Active Directory sem a necessidade de fazer login nos computadores usando utilizadores do domínio.

Seria algo que se poderia correr a qualquer momento e que simplesmente guardaria o ticket devolvido pelo KDC (seja este Active Directory ou outro) para depois o utilizar, de forma transparente, no acesso aos recursos protegidos.

Em Linux (e talvez MacOS X) isto poderá potencialmente ser feito usando o próprio cliente Kerberos do MIT (ou Heimdal) com software já "kerberized", mas em Windows não estou a ver como o fazer... O ideal seria usar o próprio cliente do Windows...

Hmmm...

CIFS

No outro dia precisava de transferir umas coisas rapidamente de um servidor Windows 2003 para um Linux e tentei montar um dos shares usando o "smbfs" (smbmount), o que não funcionou. Acabei por descobrir que o Windows 2003 requer client signing e o "smbfs" não o suporta. Azar.

Hoje descobri que existe no kernel uma alternativa ao "smbfs", o "cifs" (mount.cifs - Linux CIFS Client).

Parece que o "smbfs" continua a existir porque o "cifs" não suporta versões antigas do protocolo SMB (baseadas apenas em NetBIOS?).

Seja como for, a existência de dois módulos difíceis de distinguir não é algo lá muito elegante, mas talvez tenham boas razões para não fazer um merge.

Estúpido!

Podem não acreditar, mas nestas coisas eu gosto de descobrir que estou enganado, ou que estava apenas a cometer algum erro parvo. Pelo menos a minha confiança nas ferramentas volta a subir um pouco.

Portanto, afinal não é preciso recompilar o nss_ldap no sarge, o meu problema era vício das outras distribuições... Em SUSE e Red Hat a configuração fica em "/etc/ldap.conf", enquanto que no Debian fica em "/etc/libnss-ldap.conf".

Quanto ao resto, ontem estava mesmo convencido que tinha resolvido o problema do kernel 2.6 em VMware, passando "noapic nolapic clock=pit" aos guests (eles também recomendam "nosmp", mas não tem qualquer efeito - até porque estou a usar versões uniprocessador), mas afinal era falso alarme. Basta a carga do host ou dos guests subir, para o relógio do sistema começar a ficar para trás a grande velocidade.

A única coisa que me falta experimentar, é reduzir a frequência de interrupts do kernel de 1000Hz para 100Hz. Mas não me apetece ir por aí, porque numa situação real não é prático andar a recompilar o kernel de cada um dos guests, e pior ainda se considerarmos que isso terá de ser feito sempre que houverem actualizações.

Huh?!

Slashdot: Lawsuit Says GPL is a Price-Fixing Scheme

Se isto não é a coisa mais estúpida que apareceu nestes últimos tempos, aceitam-se contra-exemplos...

Nada funciona!

Nestes dias andei a tentar meter o samba de um SUSE 9.2 a falar com um Active Directory usando o winbind. O interesse disto era nenhum, apenas fazer uns testes, mas agora estou furioso com aquilo e não descanso enquanto não funcionar.

Funciona perfeitamente usando LDAP e Kerberos directamente - na mesma configuração que referia no outro dia - mas quando se mete o winbind ao barulho fica tudo estragado (basta arrancá-lo).

Mas já cheguei a uma conclusão: o problema está nos pacotes do SUSE, porque um update hoje resolveu quase totalmente o problema. É mais uma coisa a adicionar à minha lista de peeves com esta distribuição...

Configurei então um novo domínio AD num Windows 2003 instalado no VMware e instalei também um Debian (Sarge) para funcionar como cliente. Surpresa das surpresas, a mesma configuração do SUSE funciona perfeitamente no Debian...

Mas... alguma inteligência rara achou que não tinha interesse configurar o nss_ldap com a capacidade de mapear atributos, portanto não deu para replicar a configuração de autenticação por LDAP que o SUSE tem (mas também não interessava neste caso).

Isto quer dizer que para usar autenticação por LDAP/AD em Debian é preciso andar a recompilar pacotes, nice... NOT!

Depois foi a vez de descobrir problemas entre o VMware e o kernel 2.6 (mais culpa do VMware do que do Linux): o relógio do sistema tem uma deriva brutal, atrasa-se 2 minutos em cada 5... nem o NTP consegue dar conta do recado.

Numas mailing-lists e na documentação da Red Hat dizia-se para passar "clock=pit" ao kernel, mas isso não teve qualquer efeito.

Acabei agora de instalar a Caixa Mágica 10 e aparente não apresenta qualquer problema... Quando tiver um tempinho ainda vou instalar o CentOS 4 para comparar.

É mesmo de parar para pensar se tudo na informática tem mesmo de ser assim... É que ninguém se safa, com um pouco de esforço consegue descobrir-se uma sucessão infinita de problemas, uns atrás dos outros, quer estejamos a falar de software da Microsoft ou Linux, ou seja o que for!

Talvez fosse melhor dedicar-me à pesca, porque isto não dá mostras de melhorar...