Battlestar Galactica
Até ao dia 15 de Agosto, quando a SIC emitiu (de uma só vez) a minisérie Battlestar Galactica, a nova versão da série de 1978 com o mesmo nome ainda não me tinha despertado grande interesse.
Normalmente as séries sci-fi custam-me um pouco a pegar. Os primeiros episódios são sempre algo fracos, com o potencial da história (quando existe) como único factor que me mantém interessado em continuar a ver. Isto só começa a mudar quando as personagens começam a ganhar algum balanço. Mas esta série é interessante logo desde o início, com o foco nas personagens, deixando o ambiente sci-fi ser apenas um pano de fundo, sem que os gadgets e o technobabble tomem conta da acção.

Desde então já vi alguns episódios da série propriamente dita, e o nível de qualidade continua bastante elevado. Se isto não mudar, corre o risco de ultrapassar o Farscape como melhor série sci-fi alguma vez produzida. Veremos...
Outra nota positiva vai para o site, onde se podem encontrar cenas cortadas e comentários áudio (ao estilo DVD) para quase todos os episódios.
Entretanto, fica o trailer.
Normalmente as séries sci-fi custam-me um pouco a pegar. Os primeiros episódios são sempre algo fracos, com o potencial da história (quando existe) como único factor que me mantém interessado em continuar a ver. Isto só começa a mudar quando as personagens começam a ganhar algum balanço. Mas esta série é interessante logo desde o início, com o foco nas personagens, deixando o ambiente sci-fi ser apenas um pano de fundo, sem que os gadgets e o technobabble tomem conta da acção.

Desde então já vi alguns episódios da série propriamente dita, e o nível de qualidade continua bastante elevado. Se isto não mudar, corre o risco de ultrapassar o Farscape como melhor série sci-fi alguma vez produzida. Veremos...
Outra nota positiva vai para o site, onde se podem encontrar cenas cortadas e comentários áudio (ao estilo DVD) para quase todos os episódios.
Entretanto, fica o trailer.
GNU/^H^H^H^HLinux
A propósito da recente "polémica" acerca dos custos de licenciamento associados ao uso da marca "Linux", o Richard Stallman diz-nos que o nome não é importante, o que interessa são as liberdades, blá, blá... Mas diz-nos também:
Se o nome não é importante, que tal deixar de nos aborrecer de morte com esta coisa do "GNU/Linux"?
"Most of the time, when people call something 'Linux', it's the GNU system with Linux as the kernel. Maybe this policy will encourage people to call it GNU"
Se o nome não é importante, que tal deixar de nos aborrecer de morte com esta coisa do "GNU/Linux"?
zZzzzZZz
Hoje só se fala do Google Talk, mas eu ainda não consegui perceber a razão de tanto falatório.
É apenas um instant messenger com suporte para voz, aliás... mais um instant messenger com suporte para voz.
Must be a slow news day...
É apenas um instant messenger com suporte para voz, aliás... mais um instant messenger com suporte para voz.
Must be a slow news day...
CTShaper
Há bastante tempo que uso um script home-made para gerir o tráfego que passa pela minha gateway caseira. Inicialmente era baseado no wondershaper, mas eu acabei por refazer aquilo de raíz com mais algumas funcionalidades.
Na prática, este script implementa limitações de banda upstream e downstream para reduzir as latências quando a linha se encontra perto da saturação (tal como o wondershaper), mas também monta um esquema de 4 filas com diferentes prioridades, para onde é encaminhado tráfego com diferente TOS (Type-of-Service) e tráfego convenientemente marcado pela firewall (iptables, por exemplo).
Há algum tempo que andava para o disponibilizar publicamente, mas não o queria fazer sem disponibilizar também um mínimo de documentação, caso contrário seria quase completamente inútil. Agora lá andei com isso para a frente, e eis o «CTShaper - Carlos' Traffic Shaper». :)
Na prática, este script implementa limitações de banda upstream e downstream para reduzir as latências quando a linha se encontra perto da saturação (tal como o wondershaper), mas também monta um esquema de 4 filas com diferentes prioridades, para onde é encaminhado tráfego com diferente TOS (Type-of-Service) e tráfego convenientemente marcado pela firewall (iptables, por exemplo).
Há algum tempo que andava para o disponibilizar publicamente, mas não o queria fazer sem disponibilizar também um mínimo de documentação, caso contrário seria quase completamente inútil. Agora lá andei com isso para a frente, e eis o «CTShaper - Carlos' Traffic Shaper». :)
LDAP woes
Será que não existe nenhum cliente de email com suporte decente para directórios LDAP? O Thunderbird e o Mozilla Mail apenas conseguem ler os contactos, e não actualizar a informação neles contida, isto apesar de existir um feature request no bugzilla desde 2001. O KMail idem, também é read-only.
No Outlook Express não consegui chegar a perceber se existe suporte para edição ou não, já que nem sequer consegui que funcionasse apenas para leitura... E ainda por cima o servidor LDAP é um Active Directory. Primeiro dava "access denied", mas depois de uns toques na configuração lá deixou de se queixar, passando a retornar "nada" em todas as queries. Acabei por desistir, porque se dá assim tanto trabalho para meter a funcionar, os utilizadores também não vão ter paciência para o fazer...
Eu já me contentava apenas com a possibilidade de editar a entrada correspondente ao login no directório (para cada utilizador poder publicar os dados que bem entender)...
No Outlook Express não consegui chegar a perceber se existe suporte para edição ou não, já que nem sequer consegui que funcionasse apenas para leitura... E ainda por cima o servidor LDAP é um Active Directory. Primeiro dava "access denied", mas depois de uns toques na configuração lá deixou de se queixar, passando a retornar "nada" em todas as queries. Acabei por desistir, porque se dá assim tanto trabalho para meter a funcionar, os utilizadores também não vão ter paciência para o fazer...
Eu já me contentava apenas com a possibilidade de editar a entrada correspondente ao login no directório (para cada utilizador poder publicar os dados que bem entender)...
C'mon...
Fui ontem ver "A Ilha" e a certa altura o par de personagens principais entra numa espécie de cabina telefónica/kiosk informativo da MSN Search. Nesse momento quebra-se imediatamente a ligação com o espectador - o chamado "suspension of disbelief" - pois toda a gente sabe que, no futuro, essas cabinas serão do Google... :)
BTW, o filme não é nenhuma obra prima, mas é uma boa peça de entretenimento. Recomenda-se.
BTW, o filme não é nenhuma obra prima, mas é uma boa peça de entretenimento. Recomenda-se.
Começar pelo telhado...
Podem dizer que sou eu que estou a passar por uma fase de aborrecimento em relação a estes temas, mas o facto é que tenho notado que as notícias relacionadas com o open-source, e com Linux em particular, têm vindo a tornar-se cada vez mais maçadoras. Pouco conteúdo, muita conversa de chacha para engravatados.
Na verdade, pode dizer-se que este é todo um clima que rodeia o Linux e o open-source, e não afecta apenas o "jornalismo", mas toda a gente que circula neste mundo.
Na minha opinião isto não é nada positivo...
O Linux (servidor) aparenta estar de boa saúde em alguns sectores, como o sector financeiro ou as grandes empresas, mas não parece estar a fazer grandes progressos nas PMEs. Na minha opinião, isto deve-se a um problema sério de mindshare.
O sector financeiro e a maioria das grandes empresas já tem experiência com unix, e isso facilita a entrada do Linux. Parte do pessoal técnico já tem os conhecimentos necessários e a motivação para expandir o uso de sistemas unix-like na organização, e os manager types estão mais receptivos este tipo de "apelos".
A redução de custos pela migração dos unixes proprietários e respectivas arquitecturas proprietárias para uma combinação de x86 e Linux não são mais do que um bónus (que está a ser bem aproveitado).
O truque está em semear a cultura unix, e nas grandes organizações esta cultura já existe.
Nas PMEs a cultura Windows domina de forma esmagadora, e o pessoal técnico prefere manter-se nesta linha do que partir para terreno desconhecido. Com um panorama destes, tentar convencer os manager types de que o Linux e bom para eles é inútil. Mesmo que o "chefe" fique com a pulga atrás da orelha com "essa coisa do Linux", rapidamente o esquece quando encara um pessoal técnico céptico e teimosamente agarrado ao Windows.
O caso só pode ser diferente se o "chefe" estiver mesmo motivado a levar o assunto para diante, mas alguém está a ver isto acontecer em mais do que meia-dúzia de casos isolados? Só se forem convencidos pelos grandes fornecedores, mas mesmo assim não estou a ver isto a acontecer frequentemente, já que estes parecem "empurrar" o Linux apenas para os grandes clientes (exactamente aqueles que já estão mais receptivos ao seu uso...).
Eu aderi ao Linux porque, além de "cool", me pareceu uma boa forma de escapar ao espartilho do Windows. É preciso criar interesse no pessoal técnico viciado no Windows, para que experimentem também. Podem até acabar por gostar...
Afinal de contas, se a "estratégia" de entrar sorrateiramente nas organizações tem tido sucesso até aqui, porque não fazer um esforço para que ganhe maior expressão?
Portanto pessoal, toca a deixar de dizer aos amigos (informáticos) o quanto o Linux é bom porque não tem vírus nem spyware, é de borla e tem um baixo TCO, para começar a dizer o quanto é "cool" e quantas coisas fixes se podem fazer com ele!
Na verdade, pode dizer-se que este é todo um clima que rodeia o Linux e o open-source, e não afecta apenas o "jornalismo", mas toda a gente que circula neste mundo.
Na minha opinião isto não é nada positivo...
O Linux (servidor) aparenta estar de boa saúde em alguns sectores, como o sector financeiro ou as grandes empresas, mas não parece estar a fazer grandes progressos nas PMEs. Na minha opinião, isto deve-se a um problema sério de mindshare.
O sector financeiro e a maioria das grandes empresas já tem experiência com unix, e isso facilita a entrada do Linux. Parte do pessoal técnico já tem os conhecimentos necessários e a motivação para expandir o uso de sistemas unix-like na organização, e os manager types estão mais receptivos este tipo de "apelos".
A redução de custos pela migração dos unixes proprietários e respectivas arquitecturas proprietárias para uma combinação de x86 e Linux não são mais do que um bónus (que está a ser bem aproveitado).
O truque está em semear a cultura unix, e nas grandes organizações esta cultura já existe.
Nas PMEs a cultura Windows domina de forma esmagadora, e o pessoal técnico prefere manter-se nesta linha do que partir para terreno desconhecido. Com um panorama destes, tentar convencer os manager types de que o Linux e bom para eles é inútil. Mesmo que o "chefe" fique com a pulga atrás da orelha com "essa coisa do Linux", rapidamente o esquece quando encara um pessoal técnico céptico e teimosamente agarrado ao Windows.
O caso só pode ser diferente se o "chefe" estiver mesmo motivado a levar o assunto para diante, mas alguém está a ver isto acontecer em mais do que meia-dúzia de casos isolados? Só se forem convencidos pelos grandes fornecedores, mas mesmo assim não estou a ver isto a acontecer frequentemente, já que estes parecem "empurrar" o Linux apenas para os grandes clientes (exactamente aqueles que já estão mais receptivos ao seu uso...).
Eu aderi ao Linux porque, além de "cool", me pareceu uma boa forma de escapar ao espartilho do Windows. É preciso criar interesse no pessoal técnico viciado no Windows, para que experimentem também. Podem até acabar por gostar...
Afinal de contas, se a "estratégia" de entrar sorrateiramente nas organizações tem tido sucesso até aqui, porque não fazer um esforço para que ganhe maior expressão?
Portanto pessoal, toca a deixar de dizer aos amigos (informáticos) o quanto o Linux é bom porque não tem vírus nem spyware, é de borla e tem um baixo TCO, para começar a dizer o quanto é "cool" e quantas coisas fixes se podem fazer com ele!
Coisas que me aborrecem
(as in "booooring...")
Artigos que falam de como o desktop Linux está quase, quase lá...
...de como a próxima versão do Gnome/KDE/SUSE/Ubuntu/etc. vai trazer melhorias que vão tornar o Linux num sério concorrente no desktop, ou de como a entidade/organização/empresa x está a pensar migrar todos os seus n (com n > 1000) desktops para Linux.
Tudo isto não passa de wishful thinking, e eu estou numa de São Tomé: ver para crer.
Estudos de TCO...
...sejam eles referentes ao desktop, servidor, ou ambos. Os estudos de TCO são todos conversa fiada, seja qual for o lado que saia com vantagem.
Quem é que se revê nos modelos onde eles se baseiam? A realidade é suficientemente mais complexa para que estes estudos não valham sequer o papel onde são impressos.
Notícias onde se fala da empresa x ir tornar o software y open-source, ou basear a próxima versão do seu produto z em Linux...
...onde a empresa x está em sérias dificuldades, o software y está obsoleto, o produto z está em sério declínio, ou uma combinação dos três.
Acho muito bem que o façam, mas todo o hype que, não raras vezes, se cria em redor destes acontecimentos só resulta no open-source ser visto como um aterro de software que ninguém quer, ou no Linux ser encarado como o Plano C de empresas que acabam invariavelmente por falir ou ser compradas para peças pela concorrência.
Artigos que falam de como o desktop Linux está quase, quase lá...
...de como a próxima versão do Gnome/KDE/SUSE/Ubuntu/etc. vai trazer melhorias que vão tornar o Linux num sério concorrente no desktop, ou de como a entidade/organização/empresa x está a pensar migrar todos os seus n (com n > 1000) desktops para Linux.
Tudo isto não passa de wishful thinking, e eu estou numa de São Tomé: ver para crer.
Estudos de TCO...
...sejam eles referentes ao desktop, servidor, ou ambos. Os estudos de TCO são todos conversa fiada, seja qual for o lado que saia com vantagem.
Quem é que se revê nos modelos onde eles se baseiam? A realidade é suficientemente mais complexa para que estes estudos não valham sequer o papel onde são impressos.
Notícias onde se fala da empresa x ir tornar o software y open-source, ou basear a próxima versão do seu produto z em Linux...
...onde a empresa x está em sérias dificuldades, o software y está obsoleto, o produto z está em sério declínio, ou uma combinação dos três.
Acho muito bem que o façam, mas todo o hype que, não raras vezes, se cria em redor destes acontecimentos só resulta no open-source ser visto como um aterro de software que ninguém quer, ou no Linux ser encarado como o Plano C de empresas que acabam invariavelmente por falir ou ser compradas para peças pela concorrência.
Linux Trademark
Fui há pouco surpreendido por este artigo no OSNews: "Torvalds Demands $5000 for the Use of Linux Name".
Assim de repente até parece a gozar, mas depois de uma análise mais cuidada as coisas começam a fazer algum sentido...
Mais informação nos seguintes artigos:
Assim de repente até parece a gozar, mas depois de uma análise mais cuidada as coisas começam a fazer algum sentido...
Mais informação nos seguintes artigos:
- Groklaw: "The Linux® Trademark - Tempest in a Teapot"
- Jon "maddog" Hall: "[Linux-aus] Linux trademark in australia"
Integração
Além do geek factor, as principais razões que me fazem preferir Linux (e afins) no servidor prendem-se com a superior flexibilidade e transparência do software que sobre ele corre.
Agrada-me a possibilidade de poder moldar o software, para o adaptar perfeitamente às necessidades do momento[1], e a forma como mais facilmente se compreende o funcionamento do sistema e as interacções entre os seus componentes - indispensável, já que inevitavelmente irá ser necessário diagnosticar e corrigir problemas, rapidamente e de forma a que não voltem a aparecer (atamancar não vale).
Mas nem tudo são rosas, e os problemas surgem quando se parte do clássico servidor web, servidor de mail, ou servidor de ficheiros isolado, para sistemas fortemente integrados.
Nestes casos, a facilidade de montar uma solução integrada baseada em componentes open-source depende muito de quão comum é o problema que estamos a tentar resolver. Se for bastante comum, podemos esperar um caminho sem grandes obstáculos, com software desenvolvido com a integração em mente, com boa documentação (normalmente sob a forma de HOWTOs) e mailing-lists com bastante gente disposta a ajudar. No entanto, se for incomum, vai ser preciso partir muita pedra...
Se pensarmos numa rede onde os dados dos utilizadores estão guardados num Active Directory, podemos imaginar várias situações comuns onde a integração é importante:
Especialmente manhosos são os últimos dois pontos (esquecendo a questão do CUPS)... É possível montar um servidor de mail em Linux que se integre perfeitamente num directório LDAP, com autenticação baseada em Kerberos, mas a documentação parece ser bastante escassa, enquanto que a integração do Mailman (ou outro) neste cenário já parece ser um caso para esquecer. No entanto, o Hula parece ter potencial em ambos os casos...
Enquanto a integração não for encarada como um desafio importante pela comunidade open-source, as soluções proprietárias (muitas vezes de qualidade inferior, ao mesmo tempo que impôem a sua própria maneira de fazer as coisas) vão continuar a levar vantagem.
Já agora, quem já tiver implementado alguma das coisas referidas acima (especialmente a integração das mailing-lists), pode sentir-se à vontade para partilhar as suas experiências. :)
[1] Normalmente apenas recorrendo à configurabilidade dos próprios componentes mas, em situações extremas, a possibilidade de alterar o código também pode ser útil. No entanto, é importante não esquecer que as alterações deverão ser submetidas aos projectos originais, para evitar dores de cabeça sempre que se quer migrar para uma nova versão.
Agrada-me a possibilidade de poder moldar o software, para o adaptar perfeitamente às necessidades do momento[1], e a forma como mais facilmente se compreende o funcionamento do sistema e as interacções entre os seus componentes - indispensável, já que inevitavelmente irá ser necessário diagnosticar e corrigir problemas, rapidamente e de forma a que não voltem a aparecer (atamancar não vale).
Mas nem tudo são rosas, e os problemas surgem quando se parte do clássico servidor web, servidor de mail, ou servidor de ficheiros isolado, para sistemas fortemente integrados.
Nestes casos, a facilidade de montar uma solução integrada baseada em componentes open-source depende muito de quão comum é o problema que estamos a tentar resolver. Se for bastante comum, podemos esperar um caminho sem grandes obstáculos, com software desenvolvido com a integração em mente, com boa documentação (normalmente sob a forma de HOWTOs) e mailing-lists com bastante gente disposta a ajudar. No entanto, se for incomum, vai ser preciso partir muita pedra...
Se pensarmos numa rede onde os dados dos utilizadores estão guardados num Active Directory, podemos imaginar várias situações comuns onde a integração é importante:
- servidores de ficheiros baseados em Samba;
- servidores de impressão baseados em CUPS (provavelmente com o Samba à frente - não sei até que ponto se consegue ter autenticação transparente baseada em Kerberos, entre clientes Windows e servidores CUPS comunicando directamente por IPP);
- servidores proxy HTTP (com autenticação);
- servidores RADIUS para controlo de acessos à rede (wireless ou fixa);
- servidores de mail (SMTP/POP/IMAP);
- servidores de mailing-lists.
Especialmente manhosos são os últimos dois pontos (esquecendo a questão do CUPS)... É possível montar um servidor de mail em Linux que se integre perfeitamente num directório LDAP, com autenticação baseada em Kerberos, mas a documentação parece ser bastante escassa, enquanto que a integração do Mailman (ou outro) neste cenário já parece ser um caso para esquecer. No entanto, o Hula parece ter potencial em ambos os casos...
Enquanto a integração não for encarada como um desafio importante pela comunidade open-source, as soluções proprietárias (muitas vezes de qualidade inferior, ao mesmo tempo que impôem a sua própria maneira de fazer as coisas) vão continuar a levar vantagem.
Já agora, quem já tiver implementado alguma das coisas referidas acima (especialmente a integração das mailing-lists), pode sentir-se à vontade para partilhar as suas experiências. :)
[1] Normalmente apenas recorrendo à configurabilidade dos próprios componentes mas, em situações extremas, a possibilidade de alterar o código também pode ser útil. No entanto, é importante não esquecer que as alterações deverão ser submetidas aos projectos originais, para evitar dores de cabeça sempre que se quer migrar para uma nova versão.
Dumb, Dumb, Dumb
Espero que o "Em@il fiscal para todos" não seja o exemplo paradigmático do Plano Tecnológico do governo...
Há muitos anos que somos constantemente brindados por iniciativas destas, luzinhas para enganar os tolos. Ninguém sabe que utilidade terão, ninguém sabe a quem se destinam, e ninguém parece querer saber quanto dinheiro irão custar.
Um Plano Tecnológico devia promover o avanço tecnológico (hint: produção/conhecimento/economia) e não desperdiçar dinheiro em fantasias idiotas.
Há muitos anos que somos constantemente brindados por iniciativas destas, luzinhas para enganar os tolos. Ninguém sabe que utilidade terão, ninguém sabe a quem se destinam, e ninguém parece querer saber quanto dinheiro irão custar.
Um Plano Tecnológico devia promover o avanço tecnológico (hint: produção/conhecimento/economia) e não desperdiçar dinheiro em fantasias idiotas.
Fórum Mozilla PT
Há já alguns dias que o servidor que aloja o fórum (e o site) do Projecto de Localização do Mozilla para Português está inacessível, e parece-me que não vai voltar.
Fear not, graças ao Vitor Domingos já temos um novo alojamento disponível.
Brevemente o novo site deverá ficar activo. Quando tal acontecer, eu anunciarei o novo endereço.
Actualização: o mozilla.shopizzy.com está de volta (até ver).
Fear not, graças ao Vitor Domingos já temos um novo alojamento disponível.
Brevemente o novo site deverá ficar activo. Quando tal acontecer, eu anunciarei o novo endereço.
Actualização: o mozilla.shopizzy.com está de volta (até ver).
Advocacy (again)
Eu já estou cansado de ver pessoas a tentarem promover o Linux - ou mais especificamente, a migração de Windows para Linux - usando argumentos como o preço, a capacidade de correr em hardware mais antigo, ou a estabilidade. E quando digo cansado, significa que paro de ler qualquer artigo que entre por estes caminhos, e que entro em devil's advocate mode se tal for mencionado numa conversa.
Acho que é preciso mudar a forma como o Linux é promovido se queremos que consiga mais do que apenas destronar os Unixes proprietários.
Primeiro é preciso começar por criar uma imagem de que o Linux é realmente um produto de qualidade, e não apenas um SO para os pobres que não podem pagar as licenças do Windows ou de um Unix proprietário. Lançar a questão do preço logo à partida só serve para fazer disparar uma série de mecanismos psicológicos, onde o preço é uma função directa da qualidade. O preço precisa de ser a cereja no topo, e não a razão que fundamenta a escolha.
Quantos de vocês desconfiam de um produto quando a primeira coisa que lhes dizem é que é mais barato? Quantas instalações de Oracle de milhares de contos não poderiam ser substituidas por um PostgreSQL?
O facto é que as pessoas não se importam de pagar mais para ter mais qualidade ou, pelo menos, para sentirem que estão a comprar algo com mais qualidade.
Argumentar que consegue correr em hardware mais antigo fracassa pelas mesmas razões do que argumentar que é barato: cria nas pessoas a ideia de que não é moderno, ou de que é mais fraco.
O argumento da estabilidade fracassa por ser circunstancial e cada vez menos verdadeiro. Durante anos a Microsoft foi gozada pela mítica instabilidade do Windows 9x, mas hoje um Windows XP é mais estável do que um Linux no desktop, e um Windows Server 2003 é tão estável quanto um Linux no servidor[1].
A Microsoft ainda não "apanhou" realmente a questão da segurança[2], e ainda não conseguiu acabar com a sua política de "um patch, um reboot", mas eventualmente chegará lá. É preciso evitar que a nossa argumentação se foque demasiado nestes pontos, pois eles vão tornar-se irrelevantes a prazo.
Todos estes argumentos não deixam de ser importantes, mas têm de ser usados com cuidado e englobados numa argumentação que foque principalmente a qualidade (absoluta, e não relativa aos concorrentes).
Outra coisa que é preciso ter em conta quando se tenta convencer alguém a migrar para Linux é a diferença entre a filosofia Windows e a filosofia Unix: só se consegue uma migração com sucesso se as pessoas estiverem preparadas para se adaptarem a uma filosofia diferente.
Se vão para o Linux com a ideia de que este irá comportar-se como o Windows, o fracasso é inevitável. A adaptação vai exigir paciência e alguma dor, mas depois os benefícios começarão a aparecer mais claramente.
Acredito piamente que muitas das migrações falhadas que a Microsoft usa como case-study são provocadas pelo fracasso da adaptação. A malta viciada no Windows sente enormes frustrações, e acaba por exercer uma enorme pressão para voltar atrás. Se a decisão for tomada com perfeita consciência dos esforços de adaptação necessários, evitam-se regressos embaraçosos.
A questão da adaptação é crucial, e depende fortemente da flexibilidade das pessoas. Numa época onde as universidades estão cada vez mais a abandonar o Unix/Linux, produzindo licenciados viciados no estilo Microsoft de fazer as coisas (já para não falar das instituições onde não parece haver vida para além do .NET - mas isso é tema para outro dia), esta flexibilidade está cada vez mais em causa.
[1] Isto só não é mais claro porque no mundo Windows existe muito mouse-engineer, pouco capaz de fazer diagnósticos e muito dado ao reboot. No entanto, tal é desculpado pelo facto do sistema em si não facilitar em nada o diagnóstico (não que não existam os mecanismos, mas porque são muitas vezes completamente obtusos...).
[2] Eu continuo a afirmar que o modelo open-source tem sempre vantagem nas questões da segurança, mas a Microsoft apenas precisa de se esforçar o suficiente para que os seus produtos aparentem ser seguros, e no final é apenas a aparência que importa.
Acho que é preciso mudar a forma como o Linux é promovido se queremos que consiga mais do que apenas destronar os Unixes proprietários.
Primeiro é preciso começar por criar uma imagem de que o Linux é realmente um produto de qualidade, e não apenas um SO para os pobres que não podem pagar as licenças do Windows ou de um Unix proprietário. Lançar a questão do preço logo à partida só serve para fazer disparar uma série de mecanismos psicológicos, onde o preço é uma função directa da qualidade. O preço precisa de ser a cereja no topo, e não a razão que fundamenta a escolha.
Quantos de vocês desconfiam de um produto quando a primeira coisa que lhes dizem é que é mais barato? Quantas instalações de Oracle de milhares de contos não poderiam ser substituidas por um PostgreSQL?
O facto é que as pessoas não se importam de pagar mais para ter mais qualidade ou, pelo menos, para sentirem que estão a comprar algo com mais qualidade.
Argumentar que consegue correr em hardware mais antigo fracassa pelas mesmas razões do que argumentar que é barato: cria nas pessoas a ideia de que não é moderno, ou de que é mais fraco.
O argumento da estabilidade fracassa por ser circunstancial e cada vez menos verdadeiro. Durante anos a Microsoft foi gozada pela mítica instabilidade do Windows 9x, mas hoje um Windows XP é mais estável do que um Linux no desktop, e um Windows Server 2003 é tão estável quanto um Linux no servidor[1].
A Microsoft ainda não "apanhou" realmente a questão da segurança[2], e ainda não conseguiu acabar com a sua política de "um patch, um reboot", mas eventualmente chegará lá. É preciso evitar que a nossa argumentação se foque demasiado nestes pontos, pois eles vão tornar-se irrelevantes a prazo.
Todos estes argumentos não deixam de ser importantes, mas têm de ser usados com cuidado e englobados numa argumentação que foque principalmente a qualidade (absoluta, e não relativa aos concorrentes).
Outra coisa que é preciso ter em conta quando se tenta convencer alguém a migrar para Linux é a diferença entre a filosofia Windows e a filosofia Unix: só se consegue uma migração com sucesso se as pessoas estiverem preparadas para se adaptarem a uma filosofia diferente.
Se vão para o Linux com a ideia de que este irá comportar-se como o Windows, o fracasso é inevitável. A adaptação vai exigir paciência e alguma dor, mas depois os benefícios começarão a aparecer mais claramente.
Acredito piamente que muitas das migrações falhadas que a Microsoft usa como case-study são provocadas pelo fracasso da adaptação. A malta viciada no Windows sente enormes frustrações, e acaba por exercer uma enorme pressão para voltar atrás. Se a decisão for tomada com perfeita consciência dos esforços de adaptação necessários, evitam-se regressos embaraçosos.
A questão da adaptação é crucial, e depende fortemente da flexibilidade das pessoas. Numa época onde as universidades estão cada vez mais a abandonar o Unix/Linux, produzindo licenciados viciados no estilo Microsoft de fazer as coisas (já para não falar das instituições onde não parece haver vida para além do .NET - mas isso é tema para outro dia), esta flexibilidade está cada vez mais em causa.
[1] Isto só não é mais claro porque no mundo Windows existe muito mouse-engineer, pouco capaz de fazer diagnósticos e muito dado ao reboot. No entanto, tal é desculpado pelo facto do sistema em si não facilitar em nada o diagnóstico (não que não existam os mecanismos, mas porque são muitas vezes completamente obtusos...).
[2] Eu continuo a afirmar que o modelo open-source tem sempre vantagem nas questões da segurança, mas a Microsoft apenas precisa de se esforçar o suficiente para que os seus produtos aparentem ser seguros, e no final é apenas a aparência que importa.
Banda larga
Quando se fala de plano tecnológico acaba-se sempre a falar do acesso à banda larga, o que demonstra claramente que a maioria das pessoas não faz a mais pequena ideia do que Portugal necessita para avançar tecnologicamente.
É preciso descobrir quais são os verdadeiros objectivos que se quer alcançar, formar pessoas, incutir-lhes a curiosidade, e dar-lhes motivação para criar e inovar. E os portugueses são extremamente deficientes nestas características...
A maioria não tem os conhecimentos necessários, e aqueles que os têm só querem trabalhar por conta de outrém, não passam ideias à prática sem ser a troco de dinheiro (ignorando que muitos negócios lucrativos começaram por ser projectos "just for fun"), e os que realmente querem fazer algo mais acabam por se sentir isolados, vistos como se fossem umas aves raras. Já para não falar em todos os "engenheiros" que apenas anseiam ser gestores.
Num contexto destes, o acesso universal por banda larga sem quaisquer outras medidas sérias de educação e formação é apenas um forma de levar mais gente para o mundo do p2p, dando-lhes o meio necessário para passarem os dias a sacar warez e divx.
E mais uma vez, vamos continuar na mesma...
É preciso descobrir quais são os verdadeiros objectivos que se quer alcançar, formar pessoas, incutir-lhes a curiosidade, e dar-lhes motivação para criar e inovar. E os portugueses são extremamente deficientes nestas características...
A maioria não tem os conhecimentos necessários, e aqueles que os têm só querem trabalhar por conta de outrém, não passam ideias à prática sem ser a troco de dinheiro (ignorando que muitos negócios lucrativos começaram por ser projectos "just for fun"), e os que realmente querem fazer algo mais acabam por se sentir isolados, vistos como se fossem umas aves raras. Já para não falar em todos os "engenheiros" que apenas anseiam ser gestores.
Num contexto destes, o acesso universal por banda larga sem quaisquer outras medidas sérias de educação e formação é apenas um forma de levar mais gente para o mundo do p2p, dando-lhes o meio necessário para passarem os dias a sacar warez e divx.
E mais uma vez, vamos continuar na mesma...
Já chega...
Eu tenho a minha conta de "Microsoft bashing", mas todo este zum zum acerca do nome da próxima versão do Windows já me começa a irritar... Uns acham horrível, outros sentem-se roubados, e outros ameaçam processar a Microsoft... Mas está tudo doido ou quê?!
Até parece que o Windows Vista é uma grande ameaça... Quando for lançado tudo será diferente, mas tudo estará na mesma...
No desktop, o Linux estará melhor, mas continuará a ser insuficiente (não pensem que eu não reparei na cenoura...), e o MacOS X estará ainda mais elegante. As melhorias do Windows Vista só servirão para a Microsoft recuperar o atraso de anos sem lançar uma nova versão do seu SO.
No servidor, o Linux será um (ainda) melhor unix, os outros serão... os outros, e o Windows Vista (Server) será um melhor Windows. Notam alguma diferença? Eu não...
Faziam melhor se fossem criticar o IE7, a ver se a versão final sai com um suporte de standards acima do "miserável".
Move along, nothing to see here...
Até parece que o Windows Vista é uma grande ameaça... Quando for lançado tudo será diferente, mas tudo estará na mesma...
No desktop, o Linux estará melhor, mas continuará a ser insuficiente (não pensem que eu não reparei na cenoura...), e o MacOS X estará ainda mais elegante. As melhorias do Windows Vista só servirão para a Microsoft recuperar o atraso de anos sem lançar uma nova versão do seu SO.
No servidor, o Linux será um (ainda) melhor unix, os outros serão... os outros, e o Windows Vista (Server) será um melhor Windows. Notam alguma diferença? Eu não...
Faziam melhor se fossem criticar o IE7, a ver se a versão final sai com um suporte de standards acima do "miserável".
Move along, nothing to see here...
Português vs. Inglês
Quando me ocorreu criar este blog, pensei durante algum tempo (uns 30 segundos) se deveria escrever em inglês ou português. Acabei por me decidir pelo português, talvez por uma simples razão: sou português e o meu público alvo - "público" soa bem, hein? :) - são os portugueses.
No entanto esta opção não é partilhada por outros bloggers portugueses, como se pode constatar observando o Planeta Asterisco.
Sem fazer juízos de valor (até porque, em alguns casos, as razões acabam por ser mais ou menos óbvias), pergunto-me o que leva um português a escolher manter um blog em inglês?
No entanto esta opção não é partilhada por outros bloggers portugueses, como se pode constatar observando o Planeta Asterisco.
Sem fazer juízos de valor (até porque, em alguns casos, as razões acabam por ser mais ou menos óbvias), pergunto-me o que leva um português a escolher manter um blog em inglês?
Eu ainda sou do tempo...
...em que 10MHz eram importantes, e onde 6 meses eram suficientes para se notar uma clara diferença de performance nas máquinas mais novas.
Hoje praticamente não noto diferença entre o Athlon 1800+ que uso no trabalho e o Athlon 2400+ que tenho em casa, e a minha Geforce4 4200 Ti de há 2 anos e meio ainda se porta razoavelmente bem no Half-Life 2...
Hoje praticamente não noto diferença entre o Athlon 1800+ que uso no trabalho e o Athlon 2400+ que tenho em casa, e a minha Geforce4 4200 Ti de há 2 anos e meio ainda se porta razoavelmente bem no Half-Life 2...
Veremos...
Depois do brouhaha recente acerca do desanimador suporte a standards por parte da primeira versão beta do IE7, eis que um artigo no IEBlog nos revela que a próxima beta estará muito melhor neste aspecto.
Esperemos que seja verdade. Será que estamos finalmente a caminhar para uma web realmente interoperável?
Esperemos que seja verdade. Será que estamos finalmente a caminhar para uma web realmente interoperável?