Desktop 2005 em revista
Passados uns bons 6 meses desde esta transição, não posso dizer que esteja arrependido. Não que goste particularmente do Windows, mas porque consegui passar a usar o meu tempo para aprender, e construir, coisas novas do que a consertar coisas que não funcionam como deviam(*).
Por outro lado, penso que isto acabou por trazer consigo alguma mudança na forma como eu vejo as questões do Linux vs. Windows e do software livre vs. software proprietário. Não quero dizer com isto que, só porque passei a usar a plataforma do adversário no desktop, me tenha tornado num exemplo de isenção, ou que os outros se tenham tornado subitamente em zelotas tendenciosos, mas porque a minha desilusão com o Linux e o software open-source em certas áreas veio acompanhada por um reforço da minha convicção da sua superioridade noutras.
No entanto, apesar de não acreditar no futuro do Linux na área particular do desktop, continuo a acreditar na importância do desenvolvimento de certas tecnologias a ela associadas. Quanto mais não seja porque o mundo gráfico não começa nem acaba no desktop, e existe ainda um enorme mundo inexplorado de aplicações para estas tecnologias (ora vejam o caso dos ecrãs de publicidade do Metro, que se baseiam em Linux).
Seja como for, quando começo a pensar ou falar nestas questões, acabo sempre por chegar à conclusão de que prefiro cada vez mais o mundo do servidor, das appliances e dos sistemas embebidos do que o mundo do desktop. Pelo menos são mundos onde as coisas tendem a ser mais fiáveis, robustas e elegantes.
E como já falta pouco... bom ano de 2006!
(*) Eu sei, eu sei, a consertar coisas também se aprende muito, mas apenas enquanto é de livre vontade, e enquanto não se entra numa rotina onde os desafios se transformam em apenas mais do mesmo.
Brevemente a
Tudo o que é bom acaba depressa, costuma dizer-se. Tal é o caso com a série 
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