A
revisão dos termos de licenciamento do
Java, para facilitar a sua inclusão nas distribuições de Linux, despertou novamente o debate sobre se este deve, ou não, ser tornado verdadeiramente
open-source.
A anterior versão da licença não permitia distribuir o JRE/JDK juntamente com outras implementações, nem na ausência de uma aplicação Java de "maior valor" (monetário, parece). A nova versão elimina a segunda restrição e transforma a primeira na proibição de
combinar a implementação da
Sun com outras implementações concorrentes.
Parece-me perfeitamente razoável... Mas alguns
consideram estas alterações insuficientes, e o
Java Community Process (JCP) como sendo demasiado fechado para se fazer passar por um modelo de desenvolvimento
open-source.
Mas, na verdade, quem é que quer um Java
open-source? Isso é assim tão importante? Traz algum benefício
tangível para os utilizadores e
developers?
Quem tiver interesse em contribuir para o desenvolvimento do Java encontra facilmente o
código-fonte disponível, e pode participar no JCP. No entanto, não pode distribuir versões modificadas...
Mas o Java é
Compile Once, Run Anywhere, e a proliferação de versões ligeiramente modificadas seria um brutal pontapé no escroto desta importantíssima característica.
É verdade que o desenvolvimento de implementações alternativas sempre foi possível, e que se poderia evitar a fragmentação usando a mesma táctica que hoje é usada: definindo o que é o verdadeiro Java, e o que é apenas um sucedâneo.
Para evitar a confusão, qualquer versão modificada da implementação da Sun poderia simplesmente ser
proibida de usar o nome "Java" e toda e qualquer imagética a ele associada.
No final, estariamos na mesma situação em que estamos hoje, onde apenas o verdadeiro Java interessa e todas as implementações livres são consideradas irrelevantes. Portanto,
what's the point?
Entretanto, os zelotas podem continuar a tentar convencer as pessoas de que o
GCJ/
Classpath é que é bom, porque é livre e tal... como se isso fosse argumento suficiente*.
* Há alguém - no seu perfeito estado mental - a usar o GCJ para alguma coisa a sério?