A principal vantagem da GPL (
versão 2) sobre outras licenças é impedir que uma qualquer entidade sem escrúpulos se aproprie do código. Para distribuir uma versão modificada de um programa GPL é necessário publicar as modificações efectuadas, também sob os termos da GPL. É um modelo
quid pro quo: o direito de utilizar o código para qualquer fim em troca da obrigação de devolver quaisquer modificações à comunidade.
O facto de um determinado dispositivo não permitir correr versões modificadas do software livre que incorpora, é uma característica inerente
ao próprio dispositivo e apenas limita a liberdade de quem o
escolhe comprar. O fabricante continua obrigado a publicar todas as modificações que fez, as quais serão potencialmente benéficas para os utilizadores de outros dispositivos ou plataformas menos restritivas. Assim, a liberdade está assegurada para todos os utilizadores que a quiserem manter, basta evitarem os dispositivos "trancados".
Como se pode constatar pelas respostas a esta
declaração(*), assinada por alguns
developers do Linux, as cláusulas de "
tivoisation" existentes nos actuais
drafts da
GPLv3 continuam a provocar polémica, e o problema nem sequer existe para além das perspectivas ideológicas do Richard Stallman e da
FSF, que confundem protecção de
código com luta anti-
DRM...
(*) Quem quiser seguir a thread na LKML, pode fazê-lo aqui.